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Bolsas europeias afundam com contágio da China

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O índice alemão lidera as descidas com uma queda superior a 4%. Em Lisboa, o PSI-20 perde 2,4%. Onda de vendas nas ações na China está a contagiar as Bolsas na Europa.

As bolsas europeias perdem mais de 2,5% contagiadas pela onda de vendas que assolou as ações na China e que levou à suspensão da negociação em Xangai.

O índice Stoxx Europe 600 desliza 2,66%, com o índice alemão Dax a liderar as descidas com uma queda de 4,18%. Em Lisboa, PSI-20 perde 2,4%.

"Voltamos outra vez à questão da China", afirma João Queiroz, diretor de negociação da GoBulling.

"A China era uma das maiores incertezas para 2016. As dúvidas sobre o crescimento económico e o levantamento da proibição de venda de ações colocou pressão nas ações chinesas", diz o mesmo responsável.

O índice CSI 300 desceu 7% e a negociação das ações acabou por ser interrompida. Antes, a negociação já tinha sido suspensa quando a queda atingiu o nível dos 5% mas não foi o suficiente para travar uma maior queda do índice.

O mau começo do novo ano para o mercado acionista chinês ocorre depois de terem sido divulgados dados que mostram que a atividade das fábricas contraíu pelo décimo mês consecutivo, segundo a Reuters. Por outro lado, espera-se que o fim da proibição da venda de ações por grandes acionistas possa acontecer em breve, lembra a Bloomberg.

"Espera-se, assim, uma resposta rápida de forma a controlar esta situação ou então será apenas o início das quedas", diz Pedro Ricardo Santos, gestor da corretora XTB Portugal, numa análise.

O aumento das tensões no Médio Oriente contribui para as quedas nas praças europeias. Os preços do petróleo subiram hoje mais de um dólar o barril.

BPI dispara

A Lisboa, apesar do dia estar a ser negativo, as ações do BPI estão em contraciclo e sobem mais de 6% com volume, para 1,16 euros.

O mercado reage à oferta da empresária angolana Isabel dos Santos, segunda maior acionista do BPI, para passar a controlar o banco do BPI em Angola. A Unitel apresentou uma proposta para adquirir 10% e respectivos direitos de voto do BFA por um total de 140 milhões de euros, com validade até ao fim de Janeiro.

Pela negativa, a EDP lidera as descidas com uma queda de 4,6% para 3,168 euros.