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China em Angola: parceria ou ameaça?

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A participação de chineses nas obras públicas em Angola é visível há vários anos

SIPHIWE SIBEKO / Reuters

O apoio de Pequim está a dar lugar a críticas e receios de penetração de máfias chinesas

Gustavo Costa

Correspondente em Luanda

Chegados a Angola em massa desde 2002, os chineses constituem hoje a maior comunidade de estrangeiros residente em Angola, ultrapassando os portugueses. E a China, principal comprador do petróleo angolano, já é também o seu maior fornecedor de bens, à frente de Portugal.

“O papel que desempenharam no processo de reconstrução económica do país, depois do bloqueio imposto pelo Ocidente no fim da guerra em 2002, confere-lhe o estatuto de parceiro privilegiado”, diz ao Expresso fonte do ministério angolano das relações exteriores. O CIF — China International Fund — assume-se, desde o fim da guerra, como o principal impulsionador das obras de reabilitação de infraestruturas e construção de novos equipamentos.

O novo aeroporto internacional de Luanda, situado no Bom Jesus, avaliado em 3,5 mil milhões de dólares e, segundo o ministro dos Transportes, Augusto Tomás, com conclusão prevista para 2017, é a mais emblemática obra deste poderoso grupo, liderado pelo multimilionário chinês Sam Pa, detido em Pequim por alegado envolvimento em crimes de corrupção.

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