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Santander ajustou oferta de compra em 34 horas

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Proposta do Santander pelo Banif foi feita a ritmo acelerado, tal como a mudança de imagem nas instalações

Nuno Botelho

Foi uma luta contra o tempo para que o Banif pudesse abrir no dia 21 de dezembro sob gestão do Santander. Mas ainda há muito por esclarecer

Sexta-feira à noite, dia 18 de dezembro, pouco tempo depois de ter sido noticiado que havia seis interessados no Banif, a equipa de António Vieira Monteiro, do Santander Totta, foi chamada ao Banco de Portugal (BdP), em Lisboa. Os responsáveis do Santander perceberam de imediato que a proposta que tinham entregue nessa sexta-feira teria de ser alterada, pois o cenário de venda do Banif tinha mudado. Ia ser aplicada uma resolução e a venda da posição do Estado no banco tinha sido abandonada, era preciso injetar dinheiros públicos. Era a primeira vez que o Santander falava sobre a proposta com o BdP, pois até lá os interlocutores tinham sido o Ministério das Finanças e a equipa de gestão do Banif.

As negociações do novo processo de venda começariam formalmente no sábado, o Santander era o eleito, mas nessa altura ainda desconhecia que seria o único com quem o regulador ia discutir o destino do Banif.

Tudo começou no início de dezembro. Mas nesta última fase o tempo dado ao banco espanhol foi muito curto: entre a informação de qual seria o novo figurino da venda e a entrega da proposta vinculativa decorreram apenas 34 horas, segundo apurou o Expresso. O BdP chamou o Santander Totta por volta das 22h de 18 de dezembro e o Santander Totta entregou a proposta de compra às 8h da manhã de domingo, dia 20.

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