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Principais bolsas europeias fecham no vermelho

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Na última sessão do ano, as bolsas de Amesterdão, Londres, Madrid e Paris encerraram com perdas. O índice geral da Bolsa de Lisboa fechou ligeiramente acima da linha de água. Cinco das principais bolsas europeias estiveram fechadas esta quinta-feira. Trajetórias divergentes em 2015

Jorge Nascimento Rodrigues

As principais bolsas europeias, que funcionaram apenas meia sessão esta quinta-feira, encerraram no vermelho. O índice Ibex 35, da bolsa de Madrid, liderou as quedas, fechando com perdas de 1,01%. Seguiram-se os índices gerais de Amesterdão e de Paris com quebras de 0,81% e 0,72% respetivamente. O índice FTSE 100 de Londres perdeu 0,51%.

Estiveram fechadas as bolsas da Alemanha, Áustria, Finlândia, Itália e Suíça. O índice geral da Bolsa de Lisboa fechou ligeiramente acima da linha de água, registando um ganho de 0,03%. A bolsa de Atenas encerrou a sessão a ganhar 3,34%, liderando as exíguas subidas do dia na Europa. A bolsa de Chipre fechou com o índice geral a subir 0,59%.

As bolsas de Nova Iorque abriram pelas 14h30 (hora de Portugal) com os índices a cair mais de 0,5% e funcionarão um dia completo.

Os preços do barril de petróleo Brent (variedade europeia de referência mundial) e WTI (referência norte-americana) mantinham-se próximos dos níveis de fecho de quarta-feira no patamar dos 36 dólares.

Bolsas europeias com trajetórias divergentes em 2015

O balanço anual das bolsas europeias é desigual. Em geral, as bolsas da Zona Euro tiveram um bom desempenho em 2015, com exceção de Espanha - cuja bolsa sentiu o impacto negativo da evolução económica na América Latina e dos resultados nas eleições na Catalunha e legislativas para o Congresso de Deputados do país - e de três periféricos, Grécia, Chipre e Eslovénia. Fora da zona euro, Londres e Zurique fecharam com perdas anuais.

No ano que finda, três bolsas europeias, duas delas periféricas da zona euro, registaram as maiores subidas anuais: o índice geral da bolsa de Riga (Letónia) com um disparo de 45,66%; o OMX 20 de Copenhaga (Dinamarca) com um salto de 36,23%; e o índice ISEQ da bolsa de Dublin (Irlanda) com um aumento de 31,54%.

As maiores quebras anuais na Europa registaram-se em três periféricos do euro e numa bolsa do leste da União Europeia: o índice geral de Atenas com um recuo de 25,14%; o WIG 20 de Varsóvia (Polónia) com uma redução de 19,71%; o índice geral de Chipre com uma queda de 19,71%; e o índice geral da Eslovénia com uma descida de 11,22%.

Recorde-se que a líder das quedas bolsistas em 2015, a Grécia, sofreu um período de “corralito” bancário e esteve à beira de uma bancarrota em relação aos credores oficiais e de uma saída do euro (Grexit) até que assinou um terceiro resgate por parte do Mecanismo Europeu de Estabilidade. O país continua, também, excluído do programa de compra de dívida soberana no mercado secundário lançado em março pelo Banco Central Europeu.

Entre as principais praças financeiras europeias, as mais importantes bolsas da zona euro fecharam com ganhos anuais. A exceção foi a bolsa de Madrid, com o índice Ibex 35 a perder 6,2%.

O índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) ganhou 5,02% em termos anuais. A maior subida entre as principais bolsas da zona euro registou-se com o MIB de Milão que ganhou 12,7%, seguido do Cac 40 de Paris com 10,17%, do Dax de Frankfurt com 9,56% e do Aex de Amesterdão com 5,84%.

No vermelho situaram-se, entre as principais bolsas, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres com uma queda anual de 4,17% e o índice SMI de Zurique com um recuo anual de 1,84%.

As bolsas dos Nórdicos registaram ganhos de dois dígitos nos casos da Dinamarca e Finlândia (membro do euro), uma subida de quase 6% no índice OSE da Noruega e uma queda de 1,21% no índice OMX da Suécia.

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