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Jorge Tomé - Missão falhada no Banif

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“As contas do Banif estavam limpinhas e direitinhas”, afirmou Jorge Tomé

Nuno Fox

Passagem do gestor pelo banco foi difícil e não chegou a bom porto. Bruxelas não lhe facilitou a vida

Jorge Tomé entrou no Banif dois anos depois de Horácio Roque, o fundador do banco, ter falecido, em 2010. Era um regresso ao grupo de onde tinha saído em 2000. O momento era difícil, e por várias razões, havia já sinais de que o banco estava fragilizado, com problemas de capital e liquidez, e a herança deixada por Horácio Roque era palco de uma batalha dentro da família, dividindo a ex-mulher e as suas duas filhas. Jorge Tomé veio com a missão de pôr a casa em ordem: teria de reanimar o banco, encolhê-lo, vender ativos e atrair novos acionistas de peso. Hoje, sabe-se que não conseguiu, apesar de ter reestruturado o negócio e ter apresentado oito planos de viabilidade junto da Direção Geral da Concorrência (DGCom) da Comissão Europeia. Foram todos chumbados, a DGCom esteve inclinada para que o banco fosse liquidado. E, para surpresa sua, confessou-o publicamente, foi ultrapassado e afastado na decisão de resolução e venda do Banif.

O convite para liderar o Banif chegava na hora certa. Tinha havido mudanças na administração da Caixa Geral de Depósitos e Jorge Tomé terá ficado desapontado por não ter ganho maior protagonismo no banco público, quando em 2011 José de Matos foi escolhido para presidente. Tomé deixava o grupo estatal, onde trabalhou 12 anos, para um cargo que lhe dava maior protagonismo. Era uma opção que, argumentou então a administração do Banif, tinha em conta o facto de o gestor já conhecer a instituição. Esteve quatro anos no grupo de Roque e quando saiu era administrador da Açoreana.

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