Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Nove meses depois, estivadores retomam negociações com operadores do Porto de Lisboa

  • 333

José Ventura

“Queremos sair deste processo com uma condição estável de trabalho e não de alguma asfixia”, diz líder sindical

O Sindicato dos Estivadores vai retomar as negociações, "sem condições", com os operadores do Porto de Lisboa para um novo contrato coletivo de trabalho, afirmou esta segunda-feira o presidente do sindicato, António Mariano.

No final de uma reunião com a ministra do Mar, António Mariano manifestou disponibilidade para voltar às negociações, que foram interrompidas em março, com vista à celebração de um novo contrato coletivo de trabalho que defenda "os direitos dos trabalhadores".

"Queremos sair deste processo com uma condição estável de trabalho e não de alguma asfixia", afirmou aos jornalistas o dirigente sindical, adiantando que a negociação anterior falhou, sobretudo, por falta de vontade.

Recusando-se a "entrar em questões de culpas", António Mariano sublinhou que "houve aspetos que não foi possível acordar em Lisboa e que foram acordados em outros portos".

Já os operadores do Porto de Lisboa, representados na reunião por Luís Figueiredo (Empresa de Tráfego e Estiva), Morais e Rocha (Sotagus e Liscont) e Sebastião Figueiredo (Terminal Multiusos do Beato), saíram da reunião sem fazer declarações.

Os operadores do Porto de Lisboa e Sindicato dos Estivadores vão reatar as conversações com vista a um acordo que ponha um ponto final na instabilidade laboral que já levou à suspensão de escala de grandes armadores, como a Maersk.

No final da reunião com os operadores do Porto de Lisboa e com o Sindicato dos Estivadores, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, disse que as duas partes mostraram disponibilidade para se sentarem à mesa de negociações, tendo sido definido o prazo de um mês para chegar a consensos.

Em declarações aos jornalistas, no final das reuniões com os operadores e com o Sindicato dos Estivadores, para tentar "promover a paz social" no Porto de Lisboa, Ana Paula Vitorino explicou que "as duas partes responderam ao apelo e vão-se sentar a conversar, sob a coordenação do Porto de Lisboa".