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Bolsas. Semana foi positiva, mas dezembro regista perdas

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Na sexta-feira apenas algumas bolsas na Ásia e nas economias emergentes estiveram abertas. A semana, com feriados e sessões de meio-dia, saldou-se por ganhos de 2,4% à escala mundial. Mas dezembro continua no vermelho, com perdas de 1,2%

Jorge Nascimento Rodrigues

Tóquio fechou com perdas, mas Xangai e Shenzhen encerraram com ganhos na sexta-feira. Apenas na Ásia Pacífico e em alguns mercados emergentes as bolsas estiveram abertas dia 25 de dezembro. Na Ásia, apenas Japão e China registaram bolsas a funcionar nas grandes praças financeiras e entre as restantes, só as da Nova Zelândia, Tailândia e Vietname estiveram abertas. No conjunto da Ásia Pacífico, o índice MSCI perdeu 0,18%

Os índices Nikkei 225 e Topix encerraram a perder 0,11% e 0,49% respetivamente na Bolsa de Tóquio, a terceira maior bolsa do mundo em capitalização, depois do NYSE e do Nasdaq em Nova Iorque. Ligeiramente no vermelho fecharam os índices das bolsas da Tailândia e da Nova Zelândia. Em terreno positivo fecharam as duas bolsas chinesas, de Taiwan e do Vietname.

O índice composto de Xangai subiu 0,43% e o índice similar de Shenzhen ganhou 0,57%. Xangai é a quarta maior bolsa do mundo e Shenzhen a sexta maior em termos de capitalização.

Esta semana, com alguns feriados e sessões de meio-dia, registou ganhos à escala mundial e nas três principais regiões (Ásia Pacífico, Estados Unidos e Europa). O índice MSCI mundial subiu 2,36% durante a semana; os índices para as três regiões subiram 1,18% no caso da Ásia Pacífico, 2,57% no caso da Europa e 2,74% no caso dos EUA, a região com melhor desempenho.

A subida do preço do barril de petróleo animou os mercados financeiros, na expetativa de que a trajetória de queda, que se arrasta desde finais de junho do ano passado, tenha sido definitivamente invertida. O que é contestado por outros analistas que consideram a recente subida como transitória e que a descida de aprofundará ainda mais no início de 2016, pois os desequilíbrios fundamentais não se alteraram naquele mercado. Na semana que findou, o preço do Brent, a variedade de referência internacional, subiu 2,8% e o preço do WTI, a variedade norte-americana, disparou 9,8%. Em virtude da clara diferença de dinâmicas de subida, o preço do barril de Brent é, atualmente, mais barato, o que já não se registava desde janeiro. O preço do Brent fechou a semana em 37,92 dólares por barril, registados a 24 de dezembro, o último dia de negociação. Em 22 de dezembro, chegou a descer para 35,98 dólares durante a sessão.

Dezembro com perdas globais de mais de 1%

Os ganhos desta penúltima semana de dezembro não foram suficientes para inverter a tendência negativa do mês de dezembro. Atá à data, o índice MSCI mundial perdeu 1,24% em dezembro.

Nas três grandes regiões, a maior queda registou-se na Europa, com o índice MSCI respetivo a recuar 1,57% face a descidas de 0,43% para a Ásia Pacífico e 1,07% para os EUA. Entre as grandes economias mundiais, as bolsas com melhor desempenho em dezembro são, até à data, a indiana com uma subida de 1,1% e as duas chinesas com um ganho mais modesto de 0,26%.

O mês de dezembro fica marcado pelo desapontamento dos investidores internacionais em relação ao novo pacote de estímulos anunciado pelo Banco Central Europeu a 3 de dezembro e pela decisão do cartel petrolífero no dia seguinte em não cortar a sua produção. Esta última decisão da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) provocou uma aceleração da queda de preços do barril para mínimos que já não se verificavam desde há sete anos e um agravamento do pessimismo sobre o andamento das economias emergentes e desenvolvidas que vivem da exportação desta matéria-prima. A subida das taxas de juro da Reserva Federal norte-americana, com a promessa de gradualismo nas subidas seguintes e de prudência nessas tomadas de decisão em 2016, não afetou negativamente o sentimento dos investidores.

Os resultados das eleições legislativas em Espanha, a quarta maior economia da zona euro, acabaram por não ter um efeito de contágio na Europa e a própria bolsa de Madrid recuperou grande parte da quebra de 3,6% verificada no índice Ibex 35 na segunda-feira seguinte às eleições de 20 de dezembro, que acabaram inconclusivas em termos de governo sustentado numa maioria, mesmo simples, no Congresso de Deputados.

Na próxima semana, as bolsas da Commonwealth britânica estarão fechadas na segunda-feira, incluindo a importante bolsa da City londrina. No dia 31, entre as mais importantes bolsas, estarão fechadas as do Japão, Alemanha, França, Itália e Suíça (e também Portugal). Madrid e Hong Kong só funcionarão na sessão da manhã do último dia do ano.

A próxima segunda-feira será marcada na bolsa de Madrid pela reação à decisão que for tomada pelo Comité Federal do PSOE em relação a abster-se e deixar passar um governo de maioria simples do Partido Popular, o partido incumbente de governo em Espanha, ou avançar para a procura de um acordo no Congresso de Deputados que viabilize um governo de sua iniciativa.

  • Apesar de uma subida nos juros das Obrigações do Tesouro português a 10 anos no mercado secundário da dívida soberana, o prémio de risco e o custo de segurar contra o risco de bancarrota diminuíram para Portugal. Espanha registou o maior aumento do prémio de risco na zona euro