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Ricos frutos secos

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Consumo mundial de frutos de casca rija aumentou 24% numa década

Tiago Miranda

Têm alto teor nutritivo, mas também grande potencial de negócio. A procura mundial de frutos secos não para de crescer e Portugal está a aumentar a sua produção

O olival predomina na paisagem do Alqueva, mas outra cultura, ainda que pouco se dê por ela, vai ganhando terreno. Há quem até já tenha escutado, de investidores norte-americanos, que há dinheiro e vontade para arrancar oliveiras e, em seu lugar, plantar amendoeiras. A procura mundial assim o dita.

Este ano, um quilo de miolo de amêndoa chegou a ser pago ao produtor acima dos €9, nalguns casos para lá dos €10 — valor que duplicou nos últimos cinco anos. “Este ano regámos 1400 hectares de frutos secos e há projetos em curso que totalizam cerca de 5200 hectares. Acredito que, dentro de três anos, Alqueva terá uma área de 7 mil hectares dedicados aos frutos secos, nomeadamente à amêndoa”, conta José Pedro Salema, presidente da EDIA, empresa que gere as infraestruturas de Alqueva.

São investidores espanhóis, à semelhança do que aconteceu com o olival, a protagonizarem os grandes investimentos. Brígido Chambra, um dos primeiros a chegar a Alqueva, em 2002, para plantar oliveiras em intensivo e superintensivo (detém uma área de olival superior a 15 mil hectares na região), começa em janeiro a plantar amendoeiras em mil hectares, divididos entre Moura e Beja. E a De Prado, outra grande empresa espanhola, já tem uma área plantada de 350 hectares e, até abril, trabalhará outros 630 hectares, perto de Beja.

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