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Maré alta em Leixões

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Emílio Brogueira Dias preside à autoridade portuária há dois mandatos e conta com uma carreira de 43 anos em Leixões

Rui Duarte Silva

Há novo recorde de carga em 2015, impulsionado pelas importações e pelo movimento de produtos petrolíferos

Este foi um dezembro especialmente atarefado no porto de Leixões, por causa da turbulência laboral que afetou outros portos portugueses. Num só dia, Leixões recebeu 28 navios, incluindo cargueiros GT (grande capacidade), sem que se registassem atrasos ou engarrafamentos. Para se ter a noção da proeza, fica o registo: o movimento anual é de 2700 navios (10% são GT).

Os portos não inventam carga e dependem da vitalidade do tecido económico da sua área de influência, mas podem adotar uma política próxima dos clientes, evoluir na cadeia de valor e tornarem-se mais eficientes na movimentação das mercadorias. Foi esse o caminho que Leixões seguiu, tendo em conta que fundamental é a cadeia logística em que o porto se insere.

O resultado é um novo recorde em 2015 (+5%), mas o impulso reside nas importações (+9%), em especial de produtos petrolíferos. “Os operadores são exigentes, pressionam os padrões de serviço e à menor ineficiência mudam-se para outro porto”, regista Brogueira Dias, o presidente da APDL-Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo. Brogueira está no segundo mandato e sucedeu no cargo a Matos Fernandes, o atual ministro do Ambiente.

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