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A identificação do futuro

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Incluir chips no corpo humano para fazer a identificação é um 
cenário futurista que vai colocar questões de privacidade

Nos países pobres há 2,3 mil milhões de pessoas sem identificação. Já nos países desenvolvidos, os cidadãos vão ser identificados através do telemóvel 
ou de um chip colocado no corpo

João Ramos

João Ramos

Jornalista

Há 625 milhões de crianças que não são registadas quando nascem e há 1,8 mil milhões de adultos que não possuem documentos válidos de identificação. Ou seja, há mais de 2,4 mil milhões de pessoas em países do Terceiro Mundo que não estão legalmente identificadas. Estes números foram revelados por Mariana Dahan, coordenadora da área de identificação para o desenvolvimento (ID4D) do Banco Mundial, durante a Conferência eID que decorreu em Washington, e que é organizada todos os anos pela portuguesa Multicert (ver texto ao lado).

Este problema da falta de identificação tem sérias implicações na perpetuação da pobreza nestes países, uma vez que, segundo a mesma responsável, há 500 milhões de pessoas que não têm acesso a serviços financeiros por essa razão. Por isso, esta instituição irá financiar projetos para que em 2030 seja possível ter toda a população mundial identificada.

Abordagem curiosa para a resolução do problema da identificação dos seus cidadãos está a ter a Nigéria. Este país africano, de grande dimensão e muito populoso (120 milhões de pessoas), não tinha qualquer identificação e decidiu confiar à Mastercard a inclusão de um cartão do cidadão eletrónico num cartão de pagamento que este gigante norte-americano forneceu a cada cidadão.

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