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Pedrosa não acredita na nacionalização da TAP

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Humberto Pedrosa, acionista maioritário da TAP

José Carlos Carvalho

António Costa diz que o Estado retomará a maioria do capital da transportadora aérea 
“a bem ou a mal”, mesmo sem acordo com os acionistas privados. Negociações prosseguem em janeiro

Depois de, na sexta-feira passada, o primeiro-ministro ter dito que o Estado voltará a ter a maioria do capital da TAP, “a bem ou a mal”, apanhando muita gente de surpresa, há uma pergunta que ficou por responder: de que forma (ou formas) poderá o Governo obrigar o consórcio Gateway a reduzir a sua participação de 61% para 49%? Os intervenientes neste processo, ouvidos pelo Expresso, só veem duas hipóteses perante uma falta de acordo e o extremar de posições: ou uma guerra jurídica ou uma decisão de nacionalização da TAP. De um lado o consórcio que venceu a privatização rejeita alterar o contrato e reduzir a sua participação, mas admite que “as partes vão chegar a um entendimento” — afirmou ao Expresso Humberto Pedrosa, acionista maioritário da Gateway. Do outro, o Governo diz que não abdica de controlar a companhia aérea.

Humberto Pedrosa considera que “ninguém quer entrar verdadeiramente numa via litigiosa” e diz que confia no êxito de uma negociação, “que dê todo o conforto ao Estado e onde certamente vai prevalecer o bom senso para arranjarmos uma solução que evitará posições extremadas”. “Nem acredito na possibilidade de o Estado chegar a impor a nacionalização da TAP, porque são conhecidas as consequências que essa decisão teria para a companhia”, diz Humberto Pedrosa.

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