Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Bolsas de Tóquio e Xangai fecham no vermelho. Preço do Brent continua a subir

  • 333

Os mercados bolsistas da Ásia Pacífico encerraram “mistos”. Hong Kong e Sidney, com sessões de meio-dia, registaram ganhos, mas Tóquio, Xangai e Shenzhen ficaram em terreno negativo. Regulador das seguradoras na China vai ser mais exigente com o sector e o governador do Banco do Japão “copia” frase emblemática de Draghi

Jorge Nascimento Rodrigues

Depois de uma quarta-feira com ganhos modestos, de 0,36%, as bolsas asiáticas fecharam “mistas” nesta véspera de Natal, com as bolsas de Tóquio, Xangai e Shenzhen a encerrarem em terreno negativo. Escaparam ao vermelho Hong Kong e Sidney, que só estiveram abertas meio-dia, e Taipé.

Esta quinta-feira, Sidney liderou os ganhos na região, com o índice ASX 200 a subir 1,28%, seguida por Hong Kong, a quinta bolsa mais importante do mundo em capitalização, que encerrou com o índice Hang Seng a registar uma subida de 0,48%. O índice de Taipé avançou 0,1%.

No entanto, a terceira, quarta e sexta bolsas mais importantes do mundo fecharam no vermelho. Em Tóquio, os índices Nikkei 225 e Topix ficaram em terreno negativo, com quedas de 0,51% e 0,65% respetivamente. Na China, os índices das duas bolsas encerraram com perdas. O índice composto de Xangai caiu 0,65% e o índice similar de Shenzhen recuou 0,20%. O CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas chinesas) perdeu 0,96% e o A50 (das 50 principais cotadas com ações de tipo A) recuou 0,69%.

Os preços do barril de petróleo continuaram a subir na sessão asiática. O preço do Brent fechou em 37,74 dólares e o da variedade norte-americana (WTI) em 37,73 dólares. Os analistas vaticinam que a quebra do preço do crude poderá ter chegado a um mínimo do ano no dia 22 de dezembro, quando desceu para mínimos de sete anos com o Brent a cotar 36,11 dólares em Londres e o WTI a cotar 34,14 dólares em Nova Iorque. Os mínimos de sete anos intradiários fixaram-se em 35,98 dólares para o Brent no dia 22 e 33,98 dólares para o WTI no dia 21. A expetativa é que a trajetória do preço do petróleo se mantenha em alta daqui para a frente.

O Japão aguarda a divulgação ao final do dia em Tóquio do nível de inflação em novembro. Em outubro, a variação homóloga do índice de preços no consumidor foi de 0,3%. Os analistas esperam que em novembro a variação tenha sido idêntica, sem que a inflação tenha descolado. O governador do Banco do Japão “copiou” esta quinta-feira uma frase célebre de Mario Draghi, o presidente do Banco Central Europeu, ao dizer que o banco central nipónico “tudo fará” para combater a deflação. Haruhiko Kuroda falou perante os principais homens de negócios nipónicos na reunião anual do Keidanren, a federação dos empresários do Japão.

Os mercados financeiros chineses foram surpreendidos na quarta-feira à noite pela decisão do regulador do sector segurador em apertar as regras para controlar atuações de risco com potencial impacto sistémico.

Na sexta-feira, entre as principais praças financeiras da região, apenas as bolsas de Tóquio e chinesas estarão abertas. Hong Kong e Sidney não abrirão em virtude do feriado natalício.

Apesar de algumas sessões com ganhos, o índice MSCI para a região Ásia Pacífico continua no vermelho em termos mensais. Desde o início de dezembro, as perdas somam 0,6%. É uma quebra modesta face à perda do índice bolsista mundial, que está em 1,35%, e é inferior inclusive às quebras dos outros dois índices regionais mais importantes, o MSCI para a Europa, que recuou 2,25%, e o MSCI para os EUA que caiu 0,91%.