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Wall Street abre a subir. Europa ganha perto de 2%

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As bolsas de Nova Iorque seguem na esteira da Europa. No Velho Continente cinco bolsas registam índices a subir mais de 2%, incluindo Madrid. Preço do barril de petróleo em alta. OPEP apresenta cenários de subida da procura e dos preços até 2040

Jorge Nascimento Rodrigues

Wall Street e Nasdaq abriram esta quarta-feira em terreno positivo. O índice Dow Jones abriu a ganhar 0,23%; o S&P 500 avançou 0,64%; e o Nasdaq subiu 0,49%. As bolsas de Nova Iorque seguem a tendência fortemente positiva na Europa, onde as bolsas de Amesterdão, Frankfurt, Londres, Madrid e Paris registam índices com ganhos superiores a 2%.

O índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) subia 1,94% à hora de abertura (14h30, hora de Portugal) da sessão nos Estados Unidos. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, mantem-se alinhado com a trajetória europeia, ganhando 1,38%.

Esta quarta-feira está a ser marcada pela subida acima de 2,5% dos preços do petróleo em Londres e Nova Iorque, com os níveis acima de 37 dólares e praticamente na paridade.

A bolsa de Madrid continua em segundo dia de subida consecutiva procurando recuperar totalmente da quebra de mais de 3,6% verificada na segunda-feira, aquando da reação negativa imediata aos resultados eleitorais de domingo que tornam difícil uma solução de governo de continuidade em Espanha. A recusa, ao início da tarde, do líder do PSOE em chegar a acordo com o Partido Popular, o partido mais votado no domingo, e de não descartar a possibilidade de formar um governo "de mudança progressista e com capacidade de diálogo" ainda não se repercutiu nos mercados financeiros.

O cartel petrolífero apresentou esta quarta-feira o seu “World Oil Outlook” apontando para cenários de crescimento da procura e do preço médio anual nominal e real até 2020 e 2040. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) estima um preço médio anual do seu cabaz de oferta de crude em 55 dólares para o ano de 2015. Esse preço médio anual deverá subir para 80 dólares daqui a cinco anos e o dobro de 2020 em 2040. A preços de 2014, os níveis serão de 70,7 dólares em 2020 e 95 dólares em 2040, o que corresponde a uma revisão em baixa das anteriores projeções. A procura mundial deverá subir de 92,8 milhões de barris por dia em 2015 para 97,4 milhões em 2020 e 109,8 milhões em 2040, de acordo com os pressupostos dos cenários de médio e longo prazo desenvolvidos pelo cartel. Tais pressupostos baseiam-se num quadro macroeconómico de um crescimento médio mundial de 3,6% no período de 2014 a 2020 e de 3,5% num período mais alargado de 2014 a 2040. O motor de crescimento estará nas economias em desenvolvimento.

  • O “não” de Sánchez

    A proposta de Mariano Rajoy, líder do PP, não chegou para convencer o socialista. Pedro Sánchez diz que o PSOE não está disposto a viabilizar um Governo à direita e rejeita eleições para já. Solução à esquerda pode ser alternativa

  • Amesterdão e Frankfurt lideram subidas na abertura desta quarta-feira. O índice Ibex 35 continua a recuperar da queda de segunda-feira. PSI 20, de Lisboa, em linha com Europa. Ásia fechou “mista”, com Xangai e Shenzhen a caírem e Hong Kong a subir. Preço do Brent em alta