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Horta Osório “chocado” com caso Banif pede auditoria independente

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PAULO ALEXANDRINO

Presidente do Lloyds Bank diz que os contribuintes portugueses merecem saber com “transparência” e “retidão” o que aconteceu com o banco, que já tinha sido alvo da ajuda de uma linha europeia

António Horta Osório manifestou-se esta terça-feira chocado com a situação do Banif e defendeu que o banco deve ser alvo de uma auditoria independente para se apurarem as responsabilidades no caso.

“Acho que é um assunto chocante e que tem que ser devidamente explicado”, afirmou o presidente do Lloyds Bank aos jornalistas, à margem do Encontro Anual do Conselho da Diáspora, em Cascais.

O banqueiro recordou que o Banif recorreu à ajuda de uma linha europeia - no valor de menos mil milhões de euros -, tendo-se chegado nesta altura à conclusão de que é necessário mais injeção de capital. “Os contribuintes têm que injetar mais cerca do dobro desse montante no banco, num total de cerca de três mil milhões de euros, o que significa mais de 1000 euros por cada família portuguesa.”

“Este valor é demasiado grande para não ter um apuramento claríssimo das responsabilidades. E das duas uma: ou o valor injetado há uns anos era um valor que não estava correto - e não há nenhuma razão para pressupor que não estava - ou então tem que se perceber o que nestes poucos anos aconteceu”, acrescentou.

Horta Osório defende assim que deve ser feita uma auditoria independente, que revele aos contribuintes os negócios que foram feitos e que créditos não foram pagos.

“Dado que o mal está feito, acho que os contribuintes portugueses pelo menos merecem saber com transparência e retidão exatamente o que aconteceu, que dinheiro é que foi utilizado e acho que isso deve ser feito o mais rapidamente possível.”