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Centeno diz que venda do Banif fica em causa se o Retificativo não for aprovado

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Tiago Miranda

Mário Centeno, ministro das Finanças, refere ainda que no caso de o negócio da venda do Banif ser revertido, fica ainda mais em causa a viabilidade do banco. 7411 clientes tinham depósitos acima de 100 mil euros

O ministro das Finanças afirmou esta terça-feira que, no caso de não ser aprovado o Orçamento Retificativo, surgido na sequência do resgate ao Banif, pode considerar-se um cenário de reversão do negócio de venda do banco.

“A reversão do negócio está em causa se o Orçamento Retificativo não for aprovado”, disse Mário Centeno, na comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa.

Mário Centeno e o secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, Ricado Mourinho Félix, responderam as várias perguntas dos deputados a propósito do resgate ao Banif.

“Se já na segunda-feira o banco não tinha uma viabilidade, pois muito menos teria num cenário de reversão do negócio”, acrescentou Mário Centeno, descrevendo a consequência de o Orçamento Retificativo não ser aprovado.

7411 depósitos acima de 100 mil euros

O secretário de Estado adjunto Ricardo Félix interveio na audição recordando que a situação do Banif era “muito preocupante”. Em causa está um banco pequeno, explicou. “É um banco de retalho, que tem muitos depósitos de montantes não muito elevados, mas alguns são poupanças de uma vida e são acima de 100 mil euros.”

Dados avançados por Mário Centeno apontam para que o Banif tivesse 356.437 depositantes, dos quais 7411 tinham depósitos acima de 100 mil euros. Destes, 6374 eram particulares. Já o montante médio dos depósitos acima de 100 mil euros era de 283 mil euros.

Em resposta a questões que lhe foram colocadas por António Leitão Amaro, deputado do PSD, Mário Centeno deu ainda informações sobre a situação dos trabalhadores do Banif, dizendo que nenhum “perdeu nenhum dos seus direitos”.

Uma parte dos funcionários transita para o Santander, a outra parte vai permanecer no veículo de gestão de ativos entretanto criado, a Navigest.

“Todas as agências do Banif passam para a órbita do Santander”, acrescentou o ministro, garantindo ainda que “os depósitos são obviamente garantidos”.