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Bolsas europeias abrem em terreno positivo. Juros da dívida em alta ligeira

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A bolsa de Madrid abriu com ganhos, tal como as principais bolsas europeias. Mas o Eurostoxx 50 está no vermelho e o PSI 20, em Lisboa, também. Ásia Pacífico fechou "mista". Juros da dívida dos periféricos "acordam" a subir

Jorge Nascimento Rodrigues

As principais bolsas europeias abriram esta terça-feira em terreno positivo, depois de uma segunda-feira em que perderam 0,46%, pressionadas pelo afundamento em 3,6% do índice Ibex 35 de Madrid e pela descida do preço do barril de Brent abaixo de 36 dólares durante a sessão.

No entanto, o Eurostoxx 50 (índice das cinquenta principais cotadas da zona euro) estava no vermelho pelas 8h25 (hora de Lisboa) desta terça-feira e o índice PSI 20 da Bolsa de Lisboa negociava em terreno negativo. O índice Ibex 35 abriu a subir quase 0,9%, mas regista, agora, um ganho mais moderado de 0,38%. As bolsas de Frankfurt. Londres e Zurique lideram as subidas, com ganhos acima de 0,4%. Mas a trajetória ainda não está definida em algumas praças financeiras importantes.

O contágio espanhol no mercado secundário da dívida soberana dos periféricos do euro abrandou, depois de uma subida significativa na abertura de segunda-feira. Esta terça-feira, as yields das obrigações dos periféricos sobem ligeiramente no início da sessão, mas a trajetória não está definida.

As agências de notação Fitch e Moody's avisaram Espanha sobre o impacto negativo na notação da dívida de longo prazo no caso de se confirmar um quadro de "ingovernabilidade". Os jornais financeiros apostam ainda em alguma plataforma de entendimento entre o Partido Popular, o mais votado mas longe de uma maioria absoluta, que irá tentar fazer passar um governo de sua iniciativa no Congresso dos Deputados a partir de 13 de janeiro, o PSOE, segundo mais votado, e Ciudadanos, quarto mais votado.

Ásia fecha mista com olho nos estímulos chineses em 2016

As bolsas na região da Ásia Pacífico fecharam esta terça-feira “mistas”. Os índices Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, e Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, fecharam em terreno negativo. O primeiro perdeu 0,16% e o segundo fechou ligeiramente abaixo a linha de água, com um recuo de 0,01%.

No entanto, a bolsa de Tóquio, a terceira maior do mundo depois do NYSE e do Nasdaq em Nova Iorque, fechou “mista”, com o outro índice mais importante, o TOPIX, a subir 0,15%. Amanhã a bolsa de Tóquio estará fechada, por ser feriado. O ministro das Finanças Taro Aso revelou que o governo nipónico tenciona manter os estímulos orçamentais à economia com um novo orçamento expansionista para o próximo ano fiscal (que se inicia em março de 2016) onde se projeta uma despesa ligeiramente acima da prevista para o anterior. O plano é gastar o equivalente a 730 mil milhões de euros, mais de 17% do PIB. O orçamento deverá ser aprovado na quinta-feira em conselho de ministros e enviado para discussão no Parlamento no início do próximo ano.

Na China, os índices fecharam em terreno positivo. O índice composto de Xangai (a quarta maior bolsa do mundo em capitalização) subiu 0,26% e o similar de Shenzhen avançou 0,92%. As bolsas de Sidney, Seul e Taipe fecharam com ganhos.

A Ásia Pacífico fechou segunda-feira com ganhos de 0,23%, segundo o índice MSCI para a região, mas desde início de dezembro perdeu 1,36%.

O “sentimento” dos investidores nas sessões asiáticas desta semana tem sido animado pela expetativa de que Pequim iniciará em 2016 um programa de mais estímulos monetários e orçamentais, a par de ações corretivas pelo lado da oferta visando acelerar mudanças estruturais na economia. O “otimismo” dos mercados financeiros asiáticos surge depois da divulgação das principais conclusões da Conferência Central sobre Economia do Partido Comunista da China, que se realizou entre 18 e 21 deste mês, e que se destinou a fazer a preparação política e técnica do 13º Plano quinquenal, a vigorar entre 2016 e 2020.

Este quadro de ações futuras do Governo chinês e do seu banco central responde a um abrandamento claro da segunda maior economia do mundo, com o “livro azul” da Academia Chinesa de Ciências Sociais a apontar para um crescimento de 6,6% a 6,8% para 2016 e o Banco Popular da China, o banco central, a projetar 6,8% no próximo ano.