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Administração do Banif diz que não foi ouvida e que esta não é a sua solução

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RAFAEL MARCHANTE / Reuters

Num comunicado enviado aos trabalhadores, a administração liderada por Jorge Tomé lamenta “profundamente a decisão de desagregar o Banif

A administração do Banif enviou no domingo um comunicado aos trabalhadores do banco em que contesta a decisão do Banco de Portugal. "A venda da atividade do Banif e da maior parte dos seus ativos e passivos, no contexto de uma medida de resolução que o Banco de Portugal acabou de concretizar, não é a solução deste conselho de administração, que não foi ouvido nesta decisão nem incluído nas negociações que a concretizaram", pode ler-se no comunicado assinado pelo conselho de administração.

"Com tal medida encerra-se um ciclo de vários anos de luta pela sobrevivência do Banif enquanto entidade prestadora de serviços bancários universais, autónoma e independente, no contexto da recessão que vem afectando a economia portuguesa, pelo menos, desde o início de 2011", acrescenta.

"Lamentamos profundamente que todos os esforços por nós desenvolvidos não tenham sido suficientes para alcançar os objetivos por que arduamente nos batemos e que eram os de dotar o Banif de uma estrutura acionista privada estável, com um investidor de referência apto a aportar os capitais de que o banco necessitaria para prosseguir a estratégia de negócio delineada, vendendo a posição do Estado português numa operação de mercado, com criação de valor para os seus acionistas e clientes", diz ainda a administração do banco.

A administração mostra-se também segura de que foi feito tudo o que estava ao seu alcance para alcançar os objetivos a que se tinha proposto e que "tal só não foi possível por circunstâncias que não puderam ser previstas e que são do conhecimento público".