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Venda do Banif foi adiada para não prejudicar “saída limpa”

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Nuno Fox

Carta divulgada pela TSF revela que Comissária Europeia da Concorrência Margrethe Vestagen admitiu que a venda do Banif estava a ser adiada “para não colocar em causa a saída de Portugal do Programa de Assistência Económica e Financeira”

A Comissária Europeia da Concorrência Margrethe Vestagen admitiu, numa carta de dezembro de 2014, que a venda do Banif estava então a ser adiada "para não colocar em causa a saída de Portugal do Programa de Assistência Económica e Financeira", que ocorrera alguns meses antes.

A informação é avançada pela TSF, que cita um documento datado de 10 de dezembro de 2014, onde é feito um balanço ao ponto de situação do Banif, produzido na sequência de uma reunião em Lisboa com a então ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque.

Nessa carta, Margrethe Vestagen esclarece ainda que o último plano de reestruturação do Banif, então enviado à Direção-geral da Concorrência, em outubro de 2014, não cumpria os requisitos necessários. Nessa altura, de resto, e ainda segundo a TSF, a Direção-geral da Concorrência teria já rejeitado oito planos de reestruturação do Banif desde dezembro de 2012, altura em que o banco fora recapitalizado.

Segundo a TSF, o documento produzido por Margrethe Vestagen em dezembro de 2014 avançaria então com soluções para o Banif "muito semelhantes às que foram anunciadas este domingo".