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Santander fica com uma parte dos trabalhadores do Banif

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Nuno Fox

Santander Totta vai ficar com uma parte dos 1600 trabalhadores do Banif, afirmou o ministro das Finanças, Mário Centeno, sem quantificar o número. Os restantes ficarão no veículo que será criado pelo Estado

"Os direitos laborais serão respeitados. Parte dos trabalhadores passam para a alçada do Santander, a outra para o veículo de gestão de ativos (que irá ser criado)", explicou o ministro das Finanças, Mário Centeno, na conferência do conselho de ministros desta segunda-feira, após a reunião extraordinária para aprovar a solução para o Banif. O ministro das Finanças referiu ainda que a gestão do veículo funcionará como uma estrutura própria. O Banif tem 1600 trabalhadores e 161 balcões.

O objectivo do veículo é vender os ativos e recuperar o valor injectado pelo Estado antes de o banco ter sido vendido. Em causa estão 1016 milhões de euros em injeção de capital e 750 milhões de euros são garantias, referiu o ministro das Finanças.

O ministro das Finanças esclareceu apenas que o processo de venda foi liderado pelo Banco de Portugal e a venda ao Santander Totta "foi considerada a melhor" - as "outras não teriam as mesma vantagens". O Santander foi o escolhido e vai pagar ao Estado 150 milhões de euros.

Esta solução é em tudo idêntica à preconizada pelo anterior governo quando no processo de reprivatização do BPN criou veículos para acomodar os ativos (créditos e participações do banco) que os angolanos do BIC Portugal não quiseram comprar.