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Maria Luís e o Banif: “Situação não estava ótima, mas degradou-se muito”

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Luis Barra

Ex-ministra das Finanças afirmou esta segunda-feira que o Banif era um banco “mais frágil do que os outros” e acredita que a situação se tenha “degradado muito” na última semana

Maria Luís Albuquerque afirmou esta segunda-feira, em entrevista no telejornal da TVI, que “a situação do Banif foi sempre muito difícil”.

A ex-ministra das Finanças disse ainda que o Banif era um banco “mais frágil do que os outros” e que acredita que a situação se tenha “degradado muito” na última semana.

"A venda do Banif era a melhor solução mas não foi possível vender antes e agora também não. Nunca apareceu nenhuma proposta. Houve muitas tentativas de venda mas não foi possível", afirmou.

Nesse âmbito, avançou-se com a decisão de vender partes do Banif ao Santander e deixar num veículo bancário os ativos problemáticos.

Questionada sobre a crítica do atual ministro das Finanças, Mário Centeno, sobre a “inação” do anterior Governo na venda do Banif, Maria Luís Albuquerque diz não conseguir compreender a afirmação. “Foram entregues oito planos de reestruturação, o último dos quais entregue em setembro.”

“A situação do Banif era difícil porque a sua viabilidade era sempre questionada pela Comissão Europeia”, afirma. “Apesar dos planos não serem aprovados pela Direção-Geral da Concorrência Europeia, o banco foi ajustando a sua dimensão”.

Foi colocado “em marcha um plano no qual houve redução de balcões, trabalhadores [...], mas entretanto houve uma degradação dos ativos”.

“A situação não estava ótima, mas degradou-se muito em termos de valor.” A ex-ministra refere ainda que o Banif não deixou de ser prioridade por causa do Novo Banco. “A venda do Novo Banco nunca teve a ver com a venda do Banif. Sempre incentivei o mais possível a venda do Banif.”

[notícia atualizada às 21h27]