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Centeno: intervenção tardia no Banif fez aumentar os custos

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JOÃO CARLOS SANTOS

Adiamento da solução para o Banif fez com que os custo da intervenção para salvar o banco fossem mais elevados, assegura o ministro das Finanças. Anterior Governo e Banco de Portugal têm responsabilidades no atraso

"Foram demasiados meses e demasiados acontecimentos inconclusivos a não permitir que se tivesse encontrado uma solução (para o Banif), o que fez com que aumentasse o custo desta operação. Era importante avaliar todo este processo", afirmou esta segunda-feira o Ministro das Finanças no final do conselho de ministros que aprovou a solução encontrada parao banco.

Mário Centeno já tinha dito antes que o tempo para resolver o Banif estava esgotado, o que levou uma intervenção urgente. "Há três anos que o Banif tinha uma ajuda de Estado como temporária", frisou, acrescentando: "Houve uma falta de compromisso nesta matéria que prejudicou a situação". Sem o dizer diretamente, o ministro das Finanças admitiu que não terá havido uma intervenção no Banif mais cedo para não prejudicar a saída limpa de Portugal, numa espécie de compromisso entre Bruxelas e o anterior governo. Ou seja, a inação do Governo, mas também do Banco de Portugal, agravou os custos para os contribuintes. São custos políticos.

Mário Centeno disse mais do que uma vez na conferência de imprensa após o conselho de ministros que quem liderou o processo e escolheu o Santander Totta como solução para o Banif foi o Banco de Portugal.

O ministro não esclareceu porém quais os custos diretos desta intervenção para os contribuintes, ou seja, se irá haver ou não um aumento de impostos.