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Bolsas. Europa fecha no vermelho, Madrid afunda-se 3,6%

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"Incerteza total" sobre a governação da quarta maior economia da zona euro e novo mínimo do preço do barril de Brent influenciam "sentimento" dos investidores na sessão europeia. PSI 20 fecha em linha com as quedas na Europa

Jorge Nascimento Rodrigues

A sessão bolsista na Europa fechou com perdas, liderada pela queda de 3,62% em Madrid. As bolsas de Amesterdão, Frankfurt e Paris encerraram esta segunda-feira a cair mais de 1%. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, perdeu 1,44%. O índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) recuou 0,95%. Wall Street negociava em terreno positivo.

A queda diária na bolsa de Madrid foi a terceira maior do ano, depois de um crash de 5,01% a 24 de agosto (contágio global da crise bolsista chinesa) e a 9 de janeiro (impacto global da queda do preço do barril de petróleo pela sétima semana consecutiva).

A negociação em Madrid foi afetada pela "incerteza total" depois dos resultados das eleições legislativas de domingo, com muitos analistas a falarem de "ingovernabilidade" na quarta maior economia da zona euro. Os dois partidos mais votados (Partido Popular, partido incumbente de governo, e PSOE) têm sérias dificuldades, a partir de 13 de janeiro, em formar um novo governo de iniciativa de um ou de outro com apoio maioritário, mesmo simples, no Congresso dos deputados.

A trajetória bolsista na Europa continua a estar marcada pelo curso do preço do petróleo. O preço do barril de Brent desceu esta segunda-feira, durante a tarde na sessão europeia, para 35,39 dólares, um mínimo desde há sete anos, quando a cotação em Londres chegou a cair para 33,73 dólares a 26 de dezembro de 2008. À hora de fecho da sessão europeia registava 36,23 dólares.

Escaparam ao vermelho pequenas bolsas como as de Atenas, Budapeste, Varsóvia e Praga.

A "incerteza" sobre a futura solução de governo em Espanha provocou esta segunda-feira algum contágio inicial na dívida soberana dos periféricos, com exceção da Grécia.

As yields das obrigações espanholas no prazo de referência, a 10 anos, subiram inicialmente 16 pontos base e acabaram por registar um aumento de 10 pontos base no final da sessão, fechando esta segunda-feira em 1,8%. As subidas iniciais de seis e sete pontos base nas yields das obrigações italianas, portuguesas e irlandesas acabaram por reduzir-se para apenas um a dois pontos base. As yields das Obrigações do Tesouro português, a 10 anos, fecharam em 2,52%.