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Falta de dinheiro reduz consultorias portuguesas em Angola

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Consultores portugueses à saída da sede da Sonangol, em Luanda

Quintiliano dos Santos

Deputados exigem que presidente angolano José Eduardo dos Santos estanque negócio milionário

Gustavo Costa

Correspondente em Luanda

Os deputados angolanos recomendaram ao Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, que “reveja o excessivo recurso à assessoria e consultoria estrangeira” cujos custos, entre 2013 e 2014, ascenderam a 3 mil milhões de dólares.

Com esta medida, poderá vir a ser duramente afetado o emprego de milhares de consultores portugueses, presentes em quase todas as áreas de atividade económica em Angola.

Em 2015, o Estado, segundo dados do orçamento, despendeu 227 milhões de dólares com serviços de estudo, fiscalização e consultoria com várias empresas, entre as quais algumas que funcionam a partir de Portugal como a Deloitte, a KPMG, a Backtill ou a Howard.

Para alguns analistas, apostar na consultoria israelita no megaprojeto agrícola da Quiminha, depois do fracasso da experiência do projeto Aldeia Nova com especialistas da mesma nacionalidade, “significa não querer aprender com o passado”, segundo o sociólogo Filipe Muanza. “Reconhecer esses erros implicaria pôr termo a certas negociatas”, disse ao Expresso.

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