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Dinâmica de descida do preço do petróleo arrasta bolsas para o vermelho

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Wall Street fechou quinta-feira no vermelho e arrastou o índice bolsista mundial para uma queda de 0,63%. Europa e Ásia somaram ganhos, mas descida do preço do Brent para menos de 37 dólares reforçou pessimismo. Tóquio, Sidney e Seul abriram sexta-feira no vermelho

Jorge Nascimento Rodrigues

A dinâmica de queda continuada do preço do petróleo eclipsou esta quinta-feira em Wall Street a reação positiva anterior na Ásia e na Europa à decisão de subida modesta e gradual da taxa de juros pela Reserva Federal norte-americana (Fed) comunicada no dia anterior em Washington.

O índice mundial MSCI caiu 0,63% na quinta-feira, depois de, no dia anterior, ter ganho 1,34%. A queda desse índice desde início de dezembro agravou-se e o recuo é, agora, de 2,2%, o que equivale a um rombo de 1,3 triliões de euros na capitalização bolsista mundial. O contágio negativo atingiu já a abertura desta sexta-feira nas bolsas de Tóquio, Sidney e Seul.

O “fator” ouro negro voltou à ribalta. O preço do barril de petróleo de Brent fechou quinta-feira, pela primeira vez desde há sete anos, abaixo de 37 dólares. À hora de fecho dos mercados financeiros nos Estados Unidos, o preço do Brent estava em 36,97 dólares, um nível que já não se registava desde dezembro de 2008. Também os índices de preços de matérias-primas fecharam, no dia 17 de dezembro, a cair. O índice da Bloomberg recuou 0,62%, o CRB da Reuters perdeu 0,65% e o S&P GSCI caiu 0,73%.

Esta dinâmica continuada de queda dos preços das commodities voltou a agitar os investidores em Wall Street relegando para o esquecimento a decisão da Fed que, como ainda ontem sublinhava a sua presidente Janet Yellen, pressupõe que a atual quebra de preços nas matérias-primas é um “fator transitório” que tenderá a encontrar um ponto de estabilização.

A postura gradualista nas subidas futuras dos juros, e aberta a ajustamentos caso a realidade o imponha, manifestada pela Fed gerou um “sentimento” positivo na Europa e nos EUA logo na quarta-feira que se arrastou pela Ásia no dia seguinte e pela própria Europa, de novo.

Na Europa, o índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) ganhou quinta-feira quase 2%. Atenas fechou a subir 3,5% e em Frankfurt o índice Dax registou um avanço de 2,57%.

As bolsas de Nova Iorque inverteram, depois, essa trajetória positiva. O índice MSCI para os EUA caiu 1,5% na quinta-feira, limpando logo os ganhos de 1,46% verificados no dia anterior. O índice Dow Jones 30 desceu 1,43% e o S&P 500 perdeu 1,5%. No Nasdaq, a bolsa das tecnológicas, o índice geral recuou 1,42%. A maré vermelha chegou também ao Canadá com o índice S&P/TSX a perder 1,19%.

  • Paris sobe mais de 2% na abertura e as principais bolsas europeias estão com ganhos superiores a 1,5%. Índice PSI 20, da bolsa de Lisboa, abre a subir mais de 1%. Depois da Ásia, a Europa também reage bem à decisão da Fed de subida das taxas de juro

  • Tóquio, Sidney e Xangai registam subidas de mais de 1%. "Gradualismo" e "prudência" na estratégia de subida das taxas de juro pelo banco central norte-americano convencem mercados financeiros asiáticos