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TAP. Reunião com o Governo foi inconclusiva

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RAFAEL MARCHANTE / Reuters

A reunião entre a equipa do ministro do Planeamento e das Infraestruturas e os empresários que compraram 61% da TAP foi apenas exploratória, sem chegar à apresentação de detalhes objetivos por parte do Estado

A primeira reunião, realizada esta quinta-feira, entre o Governo e os empresários Humberto Pedrosa e David Neeleman - que a 12 de novembro compraram 61% da TAP - não chegou a debater a forma como o Estado pretende recuperar a maioria do capital na transportadora, sendo inconclusiva.

À saída da reunião - realizada com a equipa do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques -, o empresário Humberto Pedrosa prestou declarações públicas, afirmando que os projetos do Governo são diferentes da estratégia que o consórcio Atlantic Gateway pretende desenvolver na TAP. Pedrosa foi explícito e disse que "os dois projetos não casam, porque querem ambos ser maioritários na TAP".

Humberto Pedrosa já tinha afirmado ao Expresso, quarta-feira, que não sabia "como é que o Governo pretende que o Estado recupere a maioria do capital da TAP conseguindo ao mesmo tempo promover o crescimento da companhia".

Pedro Marques tem experiência na gestão de projetos e apesar de ser novo - tem 36 anos - já integrou várias equipas governativas. Humberto Pedrosa, que comemora esta quinta-feira os 100 anos do seu grupo Barraqueiro, tem quase 50 anos de liderança empresarial e apostou na TAP - como referiu quarta-feira ao Expresso - "porque acredito na companhia".

O encontro entre Pedro Marques e Humberto Pedrosa acabou por ser uma reunião de apresentação mútua, que apesar de ser inconclusíva, segundo fontes do grupo Barraqueiro, "decorreu num ambiente afável, podendo dizer-se que do ponto de vista do entendimento pessoal correu bem".

Sobre o tema de fundo - a reversão do negócio e a recuperação da maioria do capital do Estado - fontes próximas de Humberto Pedrosa consideram que o consórcio Gateway já aplicou 180 milhões de euros na TAP, ajudando a resolver problemas urgentes e tem em curso um projeto de relançamento da atividade da transportadora aérea portuguesa, o que quer dizer que não estarão abertos a ceder o controlo acionista da TAP.

A TAP é a vigésima terceira empresa em que o grupo Barraqueiro participa, gerindo um universo empresarial de 18.997 trabalhadores. Segundo informação do grupo Barraqueiro, a faturação prevista para 2015 será de 2,71 mil milhões de euros.