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Fed convence Ásia. Bolsas fecham com ganhos

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Tóquio, Sidney e Xangai registam subidas de mais de 1%. "Gradualismo" e "prudência" na estratégia de subida das taxas de juro pelo banco central norte-americano convencem mercados financeiros asiáticos

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas da Ásia Pacífico fecharam quinta-feira com ganhos, prosseguindo a tendência do dia anterior. Os dois dias de subidas inverteram seis sessões consecutivas no vermelho.

A decisão da Reserva Federal norte-americana (Fed) em subir as taxas de juro anunciada na quarta-feira em Washington não provocou nenhum solavanco na Ásia, nem nas economias desenvolvidas nem nos emergentes.

O “aumento modesto” de 25 pontos base (0,25 pontos percentuais) no intervalo das taxas de juro e as garantias da presidente da Fed, Janet Yellen, de que a orientação futura será “prudente” com subidas “graduais”, sem que haja uma “fórmula mecânica” para as decisões, convenceu os mercados financeiros asiáticos.

Shenzhen, a segunda bolsa chinesa, liderou as subidas esta quinta-feira na Ásia Pacífico com o índice composto a registar ganhos de 2,72%. A segunda maior subida verificou-se com o índice composto de Xangai, que avançou 1,81%. Xangai é a quarta maior bolsa do mundo e Shenzhen a sexta em capitalização de mercado. O índice CSI 300 (das trezentas cotadas mais importantes nas duas bolsas) subiu 1,91%.

A bolsa de Tóquio encerrou a sessão com ganhos de 1,49% para o índice Nikkei 225 e 1,78% para o Topix. A bolsa nipónica é a terceira maior do mundo depois do NYSE e do Nasdaq em Nova Iorque.

O índice ASX 200 da Bolsa de Sidney subiu 1,63% e o de Taipé ganhou 1,65%. Com subidas mais modestas, o índice sul coreano KOSPI que avançou 0,73% e o Hang Seng de Hong Kong com ganhos de perto de 0,8%.

Nos mercados emergentes da Ásia Pacífico, os índices gerais das bolsas das Filipinas e Indonésia negociavam com ganhos acima de 1% e os da Malásia e Tailândia registavam subidas entre 0,7% e 1%.

  • O banco central dos Estados Unidos anunciou que a taxa diretora de juros aumenta 0,25 pontos percentuais. Os 10 membros do comité de política monetária apoiaram, por unanimidade, a decisão muito aguardada. O processo será "gradual"