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Construção. Obras públicas com mínimo histórico em novembro

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Nuno Fox

Segundo a AICCOPN, o segmento de obras públicas registou em novembro o pior registo mensal de sempre e “2015 ficará como o pior ano no domínio do investimento público em Portugal”

A conclusão é do barómetro da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN). Em novembro, o segmento das obras públicas registou um mínimo histórico no volume de concursos lançados e os contratos celebrados seguem uma forte tendência de queda.

A AICCOPN destaca os “piores registos de sempre”, tanto no lançamento de novas obras públicas como de novas adjudicações celebradas. O resultado é que “2015 ficará como o pior ano no domínio do investimento público em Portugal”.

Em novembro, foram promovidos no total 56,4 milhões de euros, valor que é 28% inferior ao apurado no mês anterior. Nos últimos seis anos, apenas se registaram valores mensais abaixo de 80 milhões por sete vezes.

Em 2015, os novos concursos somam 1125 milhões de euros,(-24% face ao perído homólogo de 2014). Com esta trajetória, 2015 terminará “com um volume de obras concursadas que será o mais baixo desde, pelo menos, o ano 2000 (3,9 mil milhões de euros) ”.

Nos contratos celebrados, o ambiente é igualmente adverso. Até ao fim de novembro, a redução homóloga é de 38%, ficando nos 962 milhões de euros.

Este desempenho desalinha, acentua a AICCOPN, “dos sinais positivos dados pelo mercado privado”, em especial nos segmentos residencial e da reabilitação urbana.

A associação nota que a escassez de concursos públicos contraria as “orientações dadas pela Comissão Europeia, que tem apontado o défice do investimento, como um dos principais obstáculos ao crescimento económico e à criação de emprego”.