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Bolsas da Europa disparam

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Paris sobe mais de 2% na abertura e as principais bolsas europeias estão com ganhos superiores a 1,5%. Índice PSI 20, da bolsa de Lisboa, abre a subir mais de 1%. Depois da Ásia, a Europa também reage bem à decisão da Fed de subida das taxas de juro

Jorge Nascimento Rodrigues

A sessão bolsista na Europa abriu com um disparo nos índices. O índice Eurostoxx 50 (das principais cinquenta cotadas na zona euro) abriu a subir mais de 2%. Nas principais praças financeiras, Paris liderava os ganhos, com mais de 2% na abertura. As restantes importantes bolsas europeias registavam subidas acima de 1,5%. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, abriu com ganhos acima de 1%.

A Europa segue na esteira da Ásia Pacífico, com uma reação positiva em relação ao anúncio na quarta-feira da subida das taxas de juro pela Reserva Federal norte-americana (Fed). A comunicação da Fed ocorreu já depois da sessão europeia ter terminado na quarta-feira pelo que as primeiras reações estão a registar-se esta manhã.

O preço do barril de petróleo de Brent, a referência europeia, desceu para 37,12 dólares na abertura da sessão europeia, uma quebra de 1,22% em relação ao fecho da sessão de quarta-feira. O mínimo dos últimos sete anos foi registado durante a sessão de terça-feira quando o preço do Brent desceu para 36,33 dólares. A presidente da Fed, Janet Yellen, considerou ontem a quebra do preço do petróleo um "factor transitório", cuja trajetória acabará por "estabilizar", desdramatizando o seu atual impacto deflacionista.

A tendência do índice de preços das principais matérias-primas continua em queda. O índice da Bloomberg caía 0,46% na abertura da sessão europeia desta quinta-feira.

O euro estava a desvalorizar ligeiramente face ao dólar. Na quarta-feira, fruto do impacto da decisão da Fed, o euro caiu 0,5% em relação ao dólar. Durante a sessão de quarta-feira o euro chegou a valer mais de 1,1 dólares, mas fechou em 1,0873 dólares depois de digerida a decisão da Fed. Na abertura da sessão europeia desta quinta-feira o euro valia 1,086 dólares.

A Fed decidiu ontem subir em 25 pontos base (0,25 pontos percentuais) o intervalo das taxas de juro que passou, desde hoje, a estar fizado entre 0,25% a 0,50% e as projeções dos membros do comité de política monetária do banco central norte-americano apontam para uma subida de 100 pontos base (1 ponto percentual) ao longo de 2016 até um novo intervalo entre 1,25% e 1,50%.

No entanto, Janet Yellen garantiu que este processo será "prudente" e "gradual", sem uma "fórmula mecânica". No caso da inflação desapontar em 2016 e não descolar, se se vier a verificar que existem "fatores estruturais, ou que há um problema com a nossa teoria, ou que se manifesta alguma força deflacionista global", revelando que não se trata de algo "transitório", Yellen garantiu que a Fed agirá em conformidade, que ajustará a política de subida das taxas de juro.