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TAP. Humberto Pedrosa desconhece soluções do Estado

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O Governo quer rever a participação do Estado na TAP, mas o empresário Humberto Pedrosa, que com David Neeleman comprou 61% a 12 de novembro, desconhece as soluções que viabilizem o crescimento da transportadora se o Estado voltar a deter a maioria

O presidente do Grupo Barraqueiro, Humberto Pedrosa, inicia esta quinta-feira - no ministério do Planeamento e das Infraestruturas - as negociações com o Governo para rever a participação do Estado na TAP. O empresário português, associado a David Neeleman no consórcio Atlantic Gateway, controla 61% da TAP, desde 12 de novembro, na sequência da venda feita pela Parpública. Embora o Governo pretenda que o Estado recupere a maioria do capital na transportadora aérea, fontes do Grupo Barraqueiro contactadas pelo Expresso desconhecem a solução para concretizar este objetivo.

Estas negociações serão desenvolvidas pela equipa do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques. A venda da TAP foi feita pelo anterior Governo, na presença da então secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, e do secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Miguel Pinto Luz.

Contactado pelo Expresso a meio desta quarta-feira, Humberto Pedrosa referiu que ainda não conhecia as soluções que poderão fazer com que o Estado retome o controlo acionista da companhia aérea e explicou que o tema da TAP tem um simbolismo especial para o Grupo Barraqueiro porque o momento em que entra na gestão da TAP coincide com a efeméride de ultrapassar os 100 anos de existência.

A compra da maioria do capital da TAP pelo consórcio de Humberto Pedrosa e David Neeleman corresponde à vigésima terceira empresa em que o Grupo Barraqueiro participa.

"A TAP é duplamente importante para o Grupo Barraqueiro, porque é uma nova área de atividade em que entramos no momento em que concluímos um século de atividade, o que é um marco temporal importante para qualquer grupo, sobretudo no nosso sector dos transportes", diz,

"Acredito na TAP"

"Tomei a decisão de entrar na gestão da TAP porque acredito no potencial da companhia e tenho confiança na parceria que estabeleci com David Neeleman, tal como acredito que o nosso projeto consegue relançar a sua atividade".

"Sabemos que o Estado tinha e tem limitações em relação à TAP e que não podia estar a investir na companhia", comenta o empresário, referindo que "já colocámos 180 milhões de euros numa fase decisiva para a transportadora".

Quanto ao modelo da solução do Estado para a TAP, Humberto Pedrosa remata: "não faço ideia o que nos querem propor, nem sei como vão querer sustentar o crescimento da companhia".