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Humberto Pedrosa diz que Avanza ia perder dinheiro com a Carris e o Metropolitano

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O presidente do Grupo Barraqueiro desdramatiza a reversão das subconcessões dos transportes urbanos de Lisboa e do Porto

O presidente do Grupo Barraqueiro considera que o processo de reversão das subconcessões dos transportes de Lisboa e do Porto "já é um dado adquirido". Humberto Pedrosa admite que os espanhóis da Avanza - que ganharam o concurso para a gestão da Carris e do Metropolitano de Lisboa - "só iam perder dinheiro com estas subconcessões".

Uma das maiores desilusões de Humberto Pedrosa foi não ter ganho o concurso para a subconcessão da Carris, porque - diz - "apresentamos uma proposta muito competitiva, que garantiria uma gestão eficiente da Carris e permitiria manter um serviço de qualidade".

Atualmente este assunto já pertence ao passado, atendendo a que o presidente do grupo Barraqueiro dá como adquirido que o Governo quer avançar com o processo de reversão das subconcessões da Carris, do Metropolitano da STCP e do Metro do Porto.

"Não vejo que isso seja um problema, porque nem sequer acredito que a Avanza alguma vez conseguisse ganhar dinheiro com aquelas operações", refere Humberto Pedrosa. "A Avanza ia perder dinheiro com a Carris e o Metro, tenho toda a certeza disso", garante.

"Todos os empresários deste sector sabem que as privatizações, as concessões ou as subconcessões são opções políticas, por isso não é estranho que, perante uma mudança de Governo, se for decidida uma orientação política diferente, toda a estratégia para a gestão dos transportes públicos também pode mudar", refere o empresário.

"Estrangeiros não iam investir nada"

Quanto às questões que foram colocadas sobre o efeito da reversão das subconcessões que poderia provocar no afastamento do investimento estrangeiro, Humberto Pedrosa questiona: "Qual investimento?". "As empresas estrangeiras que concorreran às subconcessões não iam fazer investimentos", afirma Humberto Pedrosa, argumentando que "apenas iam assegurar a sua exploração, a manutenção dos serviços diários, o que apenas implica gestão, porque até a aquisição de novo equipamento para renovação das frotas seria feita com o produto da exploração da atividade da Carris, com as receitas que a empresa ia gerar".