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Governo PSD/CDS “não quis misturar” vendas do Novo Banco e do Banif

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Presidente-executivo do Banif propôs avançar com a venda do banco no início de 2015, mas o Governo não mostrou interesse porque “não quis misturar” o processo com o do Novo Banco, afirmou o gestor em entrevista à SIC

O presidente-executivo do Banif assegura que equacionou avançar com a venda da participação do Estado no banco no início deste ano, mas não encontrou no Governo de Pedro Passos Coelho apoio para avançar, porque o Executivo estava focado na alienação do Novo Banco.

"Na altura, o Governo, como também tinha o processo do Novo Banco em curso, muito provavelmente não quis misturar os processos, e portanto o que nos disse foi o seguinte: se aparecerem propostas não solicitadas olhamos, mas abrir um concurso de forma estruturada não nos parece a melhor solução nesta altura", disse Jorge Tomé em declarações à SIC.

O Estado tem 825 milhões de euros aplicados no Banco Internacional do Funchal, dos quais 125 milhões de euros em CoCos, capital que foi injetado no verão de 2012. Uma venda abaixo deste valor será com prejuízo para o Estado, que detém 61% do capital.

Jorge Tomé sublinha que o facto de a venda acelerada ter de acontecer até sexta-feira penaliza o preço. "A restrição de tempo que tivemos para vender o banco, tenho de reconhecer, tem implicações no preço", defende o gestor. A Comissão Europeia lançou uma investigação aprofundada para averiguar se o auxílio estatal é adequado e a venda poria fim à análise de Bruxelas. Sem venda, caso a ajuda seja considerada ilegal, o Governo de António Costa terá de arranjar uma solução.

Na mesma entrevista o gestor defendeu que o Banif é um caso "muito diferente" do BES, até porque o banco foi alvo uma profunda reestruturação e várias auditorias.