Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Bolsas mundiais com ganhos antes de decisão da Fed

  • 333

A Ásia fechou a sessão desta quarta-feira com ganhos acima de 2% em Tóquio, Hong Kong e Sidney e a Europa abriu também em terreno positivo, ainda que a tendência não esteja definida. No dia anterior, o índice mundial das bolsas registou uma subida de 0,9%. Hoje é Dia D no banco central norte-americano

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas asiáticas fecharam esta quarta-feira em terreno positivo com Tóquio, Hong Kong e Sidney a liderar os ganhos, registando subidas de mais de 2%. A China registou subidas mais modestas nas duas bolsas de Xangai e Shenzhen. A Europa, também, abriu em alta, com Madrid e Paris a liderar subidas ligeiras, mas a tendência ainda não está definida em algumas praças financeiras importantes. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, abriu a ganhar mais de 0,5. Os futuros dos índices Dow Jones e S&P 500 estavam em terreno positivo em Wall Street a seis horas e meia da abertura do NYSE.

A tendência ascendente do movimento bolsista asiático desta quarta-feira prossegue na esteira dos ganhos registados no dia anterior na Europa e nos Estados Unidos que influenciaram a subida de 0,9% do índice MSCI para o conjunto das bolsas mundiais. Ontem, a Europa liderou as subidas à escala mundial. O índice MSCI para a Europa avançou 1,91%, com Milão, Paris, Amesterdão, Frankfurt e Madrid a registarem subidas acima de 3%. O índice Eurostosxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) ganhou 3,26%. O índice PSI 20, de Lisboa, fechou a subir 2,53%. Terça-feira ficou marcada pelo anuncio de evolução positiva das taxas anuais de inflação (variação homóloga, em relação a mês idêntido do ano anterior) nos EUA e no Reino Unido em novembro. A inflação norte-americana subiu de 0,2% em outubro para 0,5% no mês seguinte e a economia britânica saiu de uma situação de defação em setembro e outubro para terreno positivo, registando uma inflação de 0,1% em novembro.

O fecho em alta na sessão asiática de hoje ocorre a 12 horas do anúncio da decisão da Reserva Federal norte-americana (Fed) culminando dois dias de reunião em Washington. Os investidores internacionais esperam uma primeira subida das taxas de juro do banco central norte-americano ao fim de mais de nove anos e, depois, de terem sido fixadas próximo de 0% em dezembro de 2008 no auge da grande crise financeira.

Mas os analistas anteveem impactos muito distintos em função da orientação futura da política monetária da Fed que a presidente Janet Yellen vier a exprimir na conferência de imprensa que dará pelas 19h30 (hora de Portugal), já muito depois do fecho dos mercados financeiros na Europa. Um “cenário pomba”, apontando para uma subida gradual e espaçada, está nas preferências dos investidores, em particular em relação aos impactos nos mercados emergentes.

O índice bolsista mundial está a perder 1,49% desde o início desta semana e quase 3% desde o início do mês de dezembro. Depois do "desapontamento" dos investidores com o pacote de estímulos monetários do Banco Central Europeu, a 3 de dezembro, e do "choque" com a queda dos preços do petróleo depois da cimeira do cartel do petróleo a 4 de dezembro, a reação à decisão da Fed será crucial para o fecho do último mês do ano.

Tóquio lidera ganhos e preço do Brent desce ligeiramente

Na bolsa de Tóquio, a terceira mais importante à escala mundial depois do NYSE em Wall Street e do Nasdaq, os índices Nikkei 225 e TOPIX fecharam esta quarta-feira com ganhos de 2,61% e 2,54%, liderando as subidas na Ásia. Com ganhos também acima de 2% estiveram Sidney, com o índice ASX 200 a subir 2,42%, e Hong Kong, com o Hang Seng a avançar 2,06%. O índice de Taiwan subiu 1,38% e o KOSPI de Seul ganhou 1,88%.

Subidas muito mais modestas verificaram-se nas duas bolsas da China. O índice composto de Xangai subiu apenas 0,17% e o índice similar de Shenzhen ganhou 0,68%. Xangai é a quarta maior bolsa do mundo e Shenzhen a sexta. Hong Kong é a quinta. Um estudo do Banco Popular da China, publicado hoje em Pequim, aponta para uma estimativa de crescimento anual de 6,9% em 2015 e uma projeção de 6,8% no ano seguinte.

Nos mercados de matérias-primas, o preço do barril de petróleo de Brent, que serve de referência na Europa, desceu para 38,27 dólares à hora de encerramento da sessão asiática, ligeiramente abaixo do valor de fecho do dia anterior em 38,43 dólares. A trajetória é de descida na abertura da sessão europeia. O preço do Brent regressou ontem ao patamar dos 38 dólares depois de ter atingido um mínimo de sete anos durante a sessão de segunda-feira cotando-se em Londres em 36,33 dólares, um valor que já não se observava desde dezembro de 2008.

O índice da Bloomberg para as matérias-primas fechou a sessão asiática desta quarta-feira a perder 0,12%. Na terça-feira, desceu 0,49% e, no dia anterior, 0,59%.