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Ásia fecha no vermelho. Escapa a China

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Sidney lidera quedas na Ásia, seguida de Tóquio. Queda do preço do petróleo e das matérias-primas continua a gerar sentimento negativo. Moeda chinesa prossegue desvalorização face ao dólar

Jorge Nascimento Rodrigues

Depois de uma semana em que perdeu quase 2% da capitalização bolsista, a Ásia Pacífico voltou a fechar esta segunda-feira no vermelho em quase todas as principais bolsas com exceção das duas bolsas chinesas.

O curso de queda do preço do barril de petróleo continua a marcar o “sentimento” negativo dos investidores asiáticos na semana em que a Reserva Federal norte-americana poderá decidir iniciar o processo de subida das taxas de juro, cujo impacto é incerto. O preço do barril de Brent no fecho da sessão asiática cotava-se em 38,19 dólares, acima do mínimo de sete anos registado no fecho de sexta-feira em 37,93 dólares. O índice Bloomberg para as matérias-primas estava a cair 0,26%, depois de, na semana passada, ter afundado 4%.

A bolsa de Sidney liderou as quedas com o índice ASX 200 a perder mais de 2%. Tóquio, a terceira maior bolsa do mundo depois de Wall Street e do Nasdaq, encerrou a sessão com o Nikkei 225 a recuar 1,8%, depois de ter estado a afundar-se 3%, e o TOPIX perdeu 1,4%. Seul, Taipé e Hong Kong (quinta maior bolsa do mundo) fecharam, também, no vermelho.

Escapou a China com os principais índices das bolsas a fechar com ganhos de mais de 2%. O índice composto de Xangai subiu 2,5% e o similar da bolsa mais pequena de Shenzhen (na província de Cantão) ganhou 2%. O índice A50, das cinquentas cotadas com ações de tipo A, subiu 2,8% e o CSI 300, das principais trezentas cotadas nas duas bolsas, avançou 2,85%. Xangai é a quarta maior bolsa do mundo e Shenzhen a sexta em capitalização bolsista.

A moeda chinesa voltou a depreciar-se esta segunda-feira, com o dólar a valorizar-se 0,1% em relação ao fecho de sexta-feira passada. O dólar fechou a 11 de dezembro a valer 6,4582 yuan e fechou a sessão asiática desta segunda-feira a subir para 6,4658 yuan. Na semana passada, a moeda chinesa desvalorizou 0,9% face ao dólar. Os analistas apontam para a probabilidade de maior depreciação da moeda chinesa depois do Banco Popular da China, o banco central, ter anunciado na sexta-feira passada que o yuan passa a relacionar-se com um cabaz de 13 divisas dos principais parceiros comerciais da China e não mais indexado ao dólar norte-americano. Em relação a esse cabaz o yuan valorizou quase 3% desde o final de 2014 até 30 de novembro. Este movimento de Pequim ocorre depois do Fundo Monetário Internacional ter decidido incluir a divisa chinesa no restrito cabaz de divisas (dólar, euro, iene e libra, atualmente) que suporta a sua unidade de conta a partir de setembro do próximo ano.

  • A capitalização das bolsas mundiais recuou numa semana mais de 3,5%. Nova Iorque perdeu €900 mil milhões e a Ásia Pacífico cerca de €400 mil milhões. As bolsas das 15 principais economias da Europa levaram um rombo de €260 mil milhões