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BCE ‘oferece’ €2400 milhões ao défice português

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Mario Draghi, Presidente do Banco Central Europeu

Lucas Jackson / Reuters

Onda de juros baixos e compra de ativos poupam 0,5% e 0,8% do PIB, respetivamente, ao Estado português nos próximos dois anos. Todos os países beneficiam

Mario Draghi não é Keynes mas, na prática, tem sido um dedicado discípulo do economista britânico desde que chegou ao Banco Central Europeu (BCE) em novembro de 2011. Não só avançou por “mares nunca dantes navegados” na política monetária europeia como, indiretamente, está também a fazer política orçamental ao dar margem aos países para gastar mais.

O programa de compra de ativos que arrancou em março vai poupar muitos milhões de euros aos Estados da zona euro em juros. Taxas de juro mais baixas, em alguns prazos e países até em valores negativos, representam uma redução significativa de encargos para os orçamentos nacionais. No caso português, de acordo com as contas do Expresso a partir das projeções da Comissão Europeia para a taxa de juro implícita da dívida e do montante previsto para o total de compras pelo BCE durante o atual programa, as poupanças podem somar cerca de €2400 milhões de euros nos próximos dois anos. Serão quase €1000 milhões em 2016, que correspondem a 0,5% do PIB, e €1400 milhões no ano seguinte (0,8% do PIB), que ajudarão as contas do ministro das Finanças.

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