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Presidente da TAP diz ser impossível prever resultados deste ano

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DAVID CLIFFORD

Fernando Pinto reconhece que 2015 “não foi um ano bom”, mas não sabe ainda precisar que resultado a companhia aérea apresentará por haver ainda algumas decisões a tomar pela equipa de gestão

O presidente da TAP considera ser "impossível dizer de momento" com que resultados a companhia aérea irá fechar o ano 2015, por haver ainda algumas decisões a tomar que podem condicionar as contas deste exercício.

Entrevistado pelo "Diário Económico", Fernando Pinto escusa-se a fazer projeções dos resultados da TAP. "Nunca se consegue saber antes do final do ano. Tem aspetos contabilísticos. Temos que decidir muitas vezes se alguma coisa se vai considerar como perda neste ano. Mas depende de outros critérios, não é só do operacional", comenta o gestor brasileiro.

"Não sei dizer qual é a previsão. Não foi um ano bom. Principalmente porque temos três mercados muito importantes - Brasil, Angola e Venezuela - e os três sofreram", explica Fernando Pinto.

Segundo o mesmo responsável, este ano a taxa de ocupação dos aviões da TAP na operação no Brasil rondou os 80%, mas o valor dos bilhetes desceu.

No mês passado, o Expresso antecipava que o grupo TAP tinha uma projeção de prejuízos para 2015 da ordem dos 180 milhões de euros, com o segundo semestre do ano a ser menos penalizador do que a primeira metade do exercício. Até junho, a transportadora aérea acumulou perdas superiores a 100 milhões de euros.

Apesar de o petróleo estar mais barato este ano, a TAP enfrentou em 2015 o custo extraordinário da greve dos pilotos (35 milhões de euros), bem como o efeito negativo combinado de uma ligeira redução da procura e de uma queda da tarifa média de venda das viagens.