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Volkswagen admite “condutas erróneas e falhas na manipulação de emissões”

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JULIAN STRATENSCHULTE / EPA

O presidente-executivo do grupo alemão disse que a VW “vai começar a implementar soluções a partir de janeiro de 2016” e que as autoridades europeias “avaliaram positivamente” as soluções técnicas para os clientes do continente

Os primeiros resultados das investigações sobre a manipulação das emissões de óxido de nitrogénio no grupo Volkswagen mostram que foram manchadas por "condutas erróneas e falhas de alguns trabalhadores".

O presidente-executivo do grupo alemão, Matthias Müller, disse esta quinta-feira em conferência de imprensa em Wolfsburgo, na sede da empresa, que a VW "vai começar a implementar soluções a partir de janeiro de 2016" e que as autoridades europeias "avaliaram positivamente" as soluções técnicas para os clientes na Europa.

A Volkswagen reconhece que houve deficiências em alguns processos, o que favoreceu a falta de ética laboral de algumas pessoas, por exemplo, nos testes e processos de certificação que afetam os dispositivos de controle do motor.

Os veículos afetados em Portugal pela fraude cometida pelo grupo Volkswagen são 125.491, segundo o relatório preliminar apresentado pelo grupo de trabalho criado pelo Governo.

Segundo o documento apresentado pelo Ministério da Economia do Governo anterior, há em Portugal 102.140 mil veículos afetados das marcas Volkswagen, Audi e Skoda e mais 23.351 da marca Seat. No total, são assim 125.491 os veículos com dispositivos que manipulam os dados quanto à emissão de poluentes.

Quando foi conhecido o escândalo, o Governo criou um grupo de trabalho para acompanhar o impacto da fraude da Volkswagen e não se sabe, até ao momento, se com o novo Governo de António Costa, esse grupo de trabalho se mantém.

O grupo Volkswagen detém em Portugal a fábrica da Autoeuropa.