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Juros da dívida em 2,45%

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Depois de uma subida para 2,54% na quinta-feira passada fruto do “desapontamento” com o pacote de medidas do BCE, os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos no mercado secundário têm descido, com algumas flutuações

Jorge Nascimento Rodrigues

As yields das Obrigações do Tesouro português (OT) no prazo de referência, a 10 anos, abriram esta quinta-feira no mercado secundário a descer para 2,45%, uma redução de dois pontos base em relação ao fecho do dia anterior.

Face ao pico do mês registado a 3 de dezembro, com as yields a fecharem em 2,54%, a descida, numa semana, foi de 10 pontos base. O pico na quinta-feira passada foi provocado pelo “desapontamento” dos mercados financeiros com o pacote adicional de 680 mil milhões de euros em estímulos monetários, derivado do prolongamento em seis meses do programa de compra de ativos e do reinvestimento nas obrigações públicas que chegue à maturidade.

Desde o “choque” de 3 de dezembro, as yields das OT a 10 anos têm oscilado no mercado secundário, tendo descido para 2,43% a 7 de dezembro para subir para 2,47% dois dias depois.

Grécia em foco

A situação mais preocupante nos periféricos da zona euro continua a estar centrada na Grécia, com as yields das obrigações gregas no prazo de referência a abrirem esta quinta-feira a subir para 8,46%, depois de terem descido a 17 de novembro para 6,94%, um nível que já não se verificava desde meados de outubro de 2014.

O "sentimento" de incerteza entre os investidores internacionais aumentou desde que a maioria absoluta no Parlamento grego por parte dos dois partidos que suportam a coligação de governo chefiada por Alexis Tsipras baixou para 153 deputados (em 300), subindo o risco de oposição ao novo pacote de 10 medidas exigidas pelo Eurogrupo que deverão ser aprovadas até final desta semana.

Por outro lado, o primeiro-ministro helénico acusou o Fundo Monetário Internacional (FMI) de estar a dificultar a chegada a um entendimento sobre a renegociação da dívida grega logo após a conclusão do primeiro “exame” e sobre a sua própria participação financeira a partir de março no terceiro resgate. Tsipras, em entrevista ao canal de televisão público, disse esta semana que o FMI coloca exigências "irrealistas" quer aos credores oficiais europeus (sobre o nível de reestruturação da dívida a alcançar) quer ao governo grego (em termos de reformas laborais e da segurança social).