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Bolsas da Ásia no vermelho pelo terceiro dia consecutivo

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Tóquio liderou as quedas, com o Nikkei 225 a perder mais de 1%. A região já perdeu esta semana cerca de 2% de capitalização bolsista. O preço do Brent subiu para 40,5 dólares e o euro desvalorizou-se ligeiramente face ao dólar

Jorge Nascimento Rodrigues

A Ásia Pacífico registou esta quinta-feira quedas nas bolsas pelo terceiro dia consecutivo e prolongou a maré vermelha registada em Wall Street e na Europa no dia anterior.

A região já perdeu esta semana cerca de 2% da sua capitalização bolsista, cerca de 450 mil milhões de dólares, tendo em conta a evolução do índice MSCI respetivo.

A bolsa de Tóquio, a terceira mais importante do mundo depois de Wall Street e do Nasdaq, liderou esta quinta-feira as quedas com os índices Nikkei 225 e TOPIX a registarem descidas de 1,32% e 0,98% respetivamente. Apenas a bolsa de Seul resistiu, com o índice KOSPI a registar uma subida de 0,2%.

Na China, as bolsas de Xangai e de Shenzhen, fecharam no vermelho. Xangai é a quarta mais importante bolsa do mundo e Shenzhen, na província de Cantão, situa-se em sexto lugar depois de Hong Kong. O índice composto de Xangai perdeu 0,49% e o índice similar para Shenzhen recuou 0,11%. O índice A50 (das cinquenta principais cotadas do tipo A) desceu 0,46% e o índice CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas) perdeu 0,35%. O índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, caiu perto de 0,6%.

As bolsas de Sidney e de Taipé também encerraram com perdas. O índice australiano ASX 200 caiu 0,84% e o índice geral de Taiwan recuou 0,16%.

O preço do barril de petróleo de Brent subiu 0,5%, cotando em 40,56 dólares à hora de fecho da sessão na Ásia Pacífico, depois de ter fixado durante a sessão europeia de quarta-feira um novo mínimo desde fevereiro de 2009 abaixo de 40 dólares.

O euro desvalorizou-se 0,29% face ao dólar, caindo para 1,0991 dólares à hora de fecho da sessão na Ásia Pacífico, depois de ter fechado acima de 1,1 dólares na quarta-feira. Desde 30 de novembro, o euro valorizou-se 4% em relação ao dólar, afastando-se da corrida para a paridade.

O índice da Bloomberg para as matérias-primas subiu 0,03%.

O Banco da Reserva da Nova Zelândia decidiu na última reunião do ano cortar a taxa de juro para 2,5%, uma redução de 25 pontos base, o quarto corte em seis meses. A inflação em setembro estava em 0,4%, distante do intervalo que serve de meta ao banco central, que exige que a variação de preços no consumidor se situe, em média, entre 1% e 3% no médio prazo. A previsão de crescimento para o terceiro trimestre é de 0,6%. O governador do banco Graeme Wheller referiu que "a política monetária tem de ser acomodativa para garantir que a média futura da inflação se situa perto do meio do intervalo fixado como meta". Acrescentou: "Esperamos alcançar esse objetivo com a atual taxa de juro, ainda que o banco possa reduzir as taxas se as circunstâncias o justificarem".

Na Europa hoje é dia de reunião dos bancos centrais da Suíça (SNB) e do Reino Unido (Bank of England).