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Bolsas da Ásia voltam a fechar no vermelho pelo segundo dia consecutivo

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Depois de uma terça-feira em que o índice MSCI para a região caiu 1,2%, os mercados de ações voltaram a registar quedas esta quarta-feira, ainda que menores. A exceção ao vermelho foi Xangai. Preço do Brent subiu 1%. Índice de matérias-primas da Bloomberg avançou 0,5%

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas da Ásia Pacífico, pelo segundo dia consecutivo, não conseguiram sair do vermelho, com exceção da China que registou um fecho “misto”, com a Bolsa de Xangai, a terceira maior do mundo em capitalização, a encerrar ligeiramente acima da linha de água. A segunda maior praça financeira do mundo, Tóquio, registou esta quarta-feira perdas de 0,98% no índice Nikkei 225 e 0,84% no índice TOPIX.

A maior queda na Ásia registou-se esta quarta-feira com o índice de Taiwan que recuou 1,37%. O ASX 200 de Sidney caiu 0,55%, o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,5% e o KOSPI de Seul perdeu ligeiramente 0,04%. Na China, o índice composto de Xangai conseguiu fechar acima de linha de água, com um ganho ligeiro de 0,07%, enquanto o índice similar para Shenzhen (a segunda bolsa chinesa, mais pequena, sediada naquela cidade da província de Cantão) ganhou 0,32%. O índice das 50 principais cotadas tipo A ganhou 0,47% e o índice CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas chinesas) subiu 0,36%.

Depreciação gradual do yuan

O mercado de câmbios na sessão de hoje na Ásia ficou marcado pela desvalorização da moeda chinesa. A moeda chinesa desvalorizou esta quarta-feira 0,15%, com o câmbio do dólar a valer 6,423 yuan, o ponto mais baixo desde agosto de 2011. Desde 30 de novembro passado, quando o Fundo Monetário Internacional decidiu incluir a divisa chinesa no cabaz que suporta a sua unidade de conta, o dólar já valorizou 0,5% face ao yuan. O ponto mais alto de valorização do yuan face ao dólar registou-se em janeiro de 2014 quando um dólar se trocava apenas por 6 yuan. Segundo os especialistas da Bloomberg, o Banco Popular da China, o banco central, estaria a procurar por em marcha uma depreciação gradual da moeda chinesa antes da Reserva Federal norte-americana poder iniciar o processo de subida das taxas de juro na reunião de 16 de dezembro.

O preço do barril de Brent subiu 1% para 40,85 dólares no fecho da sessão asiática desta quarta-feira. O índice Bloomberg para as matérias-primas ganhou 0,5% durante a sessão.

Os mercados financeiros continuam a estar marcados pela "digestão" da decisão do cartel petrolífero em recusar cortar o teto diário de produção de crude dos 12 membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) na cimeira de sexta-feira passada em Viena.

Na terça-feira, o índice MSCI para a região fechou a cair quase 1,2%, numa sessão em que o índice mundial bolsista perdeu 1%, a maior queda diária desde 13 de novembro. Terça-feira ficaria marcada pela descida do preço do barril de Brent para menos de 40 dólares durante a sessão na Europa, um mínimo que já não de registava desde 18 de fevereiro de 2009.