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EUA fecham no vermelho, Europa fecha "mista". Crash no preço do Brent

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As bolsas de Nova Iorque fecharam esta segunda-feira registando perdas. Na Europa, Frankfurt liderou os ganhos e Londres e Madrid fecharam no vermelho. Bolsas mundiais perdem 0,5%. Preço do Brent caiu 5,3% e fixou mínimos desde o início de 2009

Jorge Nascimento Rodrigues

Nova Iorque abriu no vermelho e fechou no vermelho esta segunda-feira. Wall Street registou perdas de 0,66% no Dow Jones e 0,54% no S&P 500. O índice Nasdaq caiu 0,79%. Entre as 30 principais cotadas no Dow Jones, as petrolíferas Exxon Mobil e Chevron registaram perdas superiores a 2,5%. O crash do preço do petróleo quer no mercado londrino do Brent quer nos Estados Unidos com o WTI marcou o dia.

Em virtude da quebra bolsista nos Estados Unidos, traduzida numa descida de 0,74% do índice MSCI, e nas economias emergentes, com um recuo de 0,55% do índice MSCI respetivo, as bolsas mundiais perderam quase meio ponto percentual esta segunda-feira.

A Europa que abriu com os principais índices bolsistas em terreno positivo, acabou por fechar “mista” com Londres e Madrid a registarem perdas. A liderar as subidas nas principais bolsas o índice Dax de Frankfurt que subiu 1,25%. No conjunto das bolsas europeias, a liderança ficou com o índice ISEQ de Dublin que avançou 1,4%. A liderar as perdas na União Europeia, o índice de Budapeste, que recuou 1,3%. O índice MSCI para a Europa, que abrange as bolsas de 15 países (onde se inclui Portugal), registou um ganho de 0,14%, o melhor desempenho do dia em termos "regionais". O índice MSCI para a Ásia Pacífico ficou ligeiramente acima da linha de água, subindo 0,05%.

O índice Eurostoxx 50 – das cinquenta cotadas mais importantes da zona euro – fechou a registar uma subida de 0,73%, com a Airbus francesa a liderar nos ganhos, com 2,94%, e a petrolífera Repsol espanhola a cair 5,56%.

Entre as bolsas mais importantes da Europa, Londres e Madrid fecharam em terreno negativo. O índice britânico FTSE 100 caiu 0,24% e o Ibex 35 espanhol perdeu 0,36%. Na zona euro, fecharam em terreno negativo as bolsas de Lisboa, com o índice PSI 20 a perder 0,1%, e Viena, com o ATX a perder 0,74%. Fora do espaço da União Europeia, a bolsa de Moscovo registou uma queda de 2,26% do índice RTSI.

Queda nos índices de matérias-primas

O dia ficou marcado pela queda do preço do petróleo. O preço do Brent caiu 5,3%, fechando pelas 21h (hora de Portugal) em 40,71 dólares por barril. O nível mais baixo desde fevereiro de 2009. O mínimo desde o pico em junho de 2008 registou-se a 26 de dezembro desse ano com o preço do Brent a fechar em 33,73 dólares.

Os mercados do crude reagiram plenamente esta segunda-feira à decisão da cimeira da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) em Viena comunicada na sexta-feira à tarde. O cartel petrolífero decidiu não cortar o teto de produção diária coletiva, reclamado por alguns membros que, desse modo, pretenderiam pressionar o preço do barril de crude em alta, e sancionou o atual nível de produção que está acima do anterior limite oficial de 30 milhões de barris por dia.

A queda de preços foi extensiva ao conjunto das matérias-primas. Todos os principais índices de commodities fecharam esta segunda-feira com perdas superiores a 2,5%. O índice S&P GSCI caiu 3,69%; o índice da Bloomberg perdeu 2,69%; e o índice da Reuters CRB recuou 2,55%.

  • Xangai, Shenzhen e Tóquio encerram sessão de segunda-feira com subidas dos índices bolsistas, depois de uma semana anterior com perdas na Ásia Pacífico. Europa inicia sessão com Frankfurt a liderar ganhos. PSI 20 abre em linha com Europa. Preço do barril de Brent desceu para 42,77 dólares no fecho da Ásia

  • O contraste é forte entre os dois lados do Atlântico Norte. Índices bolsistas em Nova Iorque abrem com perdas. Europa regista ganhos nas principais praças financeiras, com índice Dax alemão a subir 2%. PSI 20 na linha de água com tendência para cair. Preço do barril de Brent fixa novo mínimo do ano em 41,79 dólares