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Bolsas. Ásia fecha com ganhos, Europa abre em terreno positivo

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Xangai, Shenzhen e Tóquio encerram sessão de segunda-feira com subidas dos índices bolsistas, depois de uma semana anterior com perdas na Ásia Pacífico. Europa inicia sessão com Frankfurt a liderar ganhos. PSI 20 abre em linha com Europa. Preço do barril de Brent desceu para 42,77 dólares no fecho da Ásia

Jorge Nascimento Rodrigues

A sessão bolsista na Ásia Pacífico fechou com ganhos esta segunda-feira. As exceções foram Seul, com o índice KOSPI coreano a cair 0,54%, e Hong Kong com o Hang Seng a recuar 0,15%. As três principais bolsas em capitalização da Ásia, Tóquio, Xangai e Shenzhen, fecharam em terreno positivo.

Em Tóquio, a mais importante bolsa da Ásia, o índice Nikkei 225 subiu 0,99% e o índice TOPIX registou ganhos de 0,71%. Na China, o índice composto de Shenzhen liderou as subidas, com ganhos de 1,26%. O índice composto de Xangai, a segunda mais importante bolsa asiática, subiu 0,34% e o índice CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas chinesas) avançou 0,27%. Em Sidney, o índice australiano ASX 200 fechou com ganhos ligeiros de 0,08% e em Taipé o índice geral de Taiwan ganhou 0,66%.

As bolsas na Europa abriram em terreno positivo, com o índice Dax da bolsa de Frankfurt a liderar as subidas e o Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) a subir 0,82%. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, abriu em linha com a trajetória na Europa, avançando 0,41%. O CAC 40, da bolsa de Paris, abriu em terreno positivo, sem registar impacto negativo da vitória da Frente Nacional na primeira volta das eleições regionais em França realizada no domingo. O partido de Marine Le Pen registou vitórias em 6 das 13 regiões europeias (França e Córsega) e ficou em primeiro lugar em termos nacionais com 27,96% dos votos.

O fecho com ganhos na Ásia e a abertura em terreno positivo esta segunda-feira contrastam com uma semana anterior de perdas à escala global e nas principais “regiões” do mundo, com a Europa a liderar as quedas, registando um recuo de 0,91%. O mau desempenho semanal anterior é atribuído ao desencanto dos mercados financeiros com o pacote de medidas de ampliação dos estímulos monetários pelo Banco Central Europeu na quinta-feira passada.

Os futuros em Wall Street estavam ligeiramente em terreno negativo no fecho da sessão na Ásia.

Nos mercados de matérias-primas, o índice da Bloomberg caiu 0,24% no fecho da sessão asiática e o preço do barril de Brent desceu de 43 dólares no fecho de sexta-feira passada para 42,77 dólares no encerramento da sessão asiática desta segunda-feira. O mínimo do ano de 42,49 dólares foi registado a 2 de dezembro.

Recorde-se que a cimeira da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) em Viena, na sexta-feira passada, decidiu não cortar o anterior teto oficial de produção diária do cartel e adiar a fixação de um novo teto para junho de 2016. O nível atual de produção diária do cartel está inclusive 1 milhão e quinhentos mil barris acima do teto oficial fixado em 30 milhões de barris em junho de 2015. Os analistas projetam, por isso, a continuação da trajetória de descida do preço do barril de petróleo.