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Influência é motor da aposta angolana nos media

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Álvaro Sobrinho, acionista da Newshold, decidiu desinvestir nos media

Luís Barra

Empresários angolanos têm ‘salvo’ vários meios, mas o interesse em projetos cronicamente deficitários levanta questões sobre a racionalidade dos investimentos

O portefólio editorial deixa pouca margem para dúvidas sobre o peso que a presença angolana assumiu nos media portugueses. Ao longo dos últimos seis anos, três dos cinco diários generalistas do país (“DN“, “JN” e “i”), um dos dois semanários nacionais (“Sol”) e a principal rádio temática de informação portuguesa (TSF) passaram a ter capital de investidores angolanos. A isto somaram-se vários investimentos em participações minoritárias de grupos de media, a compra de revistas de nicho ou as manifestações de interesse na compra de mais meios. Até a RTP esteve na mira.

A tendência de investimento angolano na comunicação social portuguesa acentuou-se ao ritmo da crise financeira do país. E nalguns casos os investidores angolanos assumiram mesmo o papel de ‘salvadores’ de projetos cronicamente deficitários, com contas cada vez mais no vermelho. A rentabilidade do negócio era baixa ou nula e os sinais de depressão do sector cada vez mais evidentes.

Feita esta análise, se o dinheiro era bem vindo, o racional económico dos investimentos também suscitava algumas questões no mercado. Nomeadamente esta: qual a lógica de aplicar dinheiro em projetos que nunca deram lucro e que se revelaram sugadores de dinheiro para os seus anteriores acionistas?

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