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OPEP aumenta teto de produção

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A Bloomberg está a noticiar que a cimeira do cartel petrolífero em Viena terá decidido aumentar para 31,5 milhões de barris diários o limite anterior fixado em 30 milhões diários, segundo um delegado que participou na reunião

Jorge Nascimento Rodrigues

A reunião da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) terá decido na cimeira em Viena desta sexta-feira aumentar o teto de produção diária em um milhão e quinhentos mil barris, segundo um delegado participante disse à Bloomberg. A agência financeira está a noticiar esta surpresa ainda antes da conferência de imprensa desta tarde a dar pelo presidente e pelo secretário-geral da organização. A reunião continua à porta fechada e a hora indicativa para a conferência de imprensa já está ultrapassada.

O novo teto oficial de produção passaria para 31,5 milhões de barris por dia, em vez dos 30 milhões em vigor anteriormente. Na realidade, para muitos analistas, o cartel petrolífero estaria, assim, a adaptar o limite oficial à proximidade da produção atual real do grupo que, em novembro, teria atingido 32,1 milhões de barris diários, segundo a mesma Bloomberg.

Em vez do corte do limite oficial, no sentido de favorecer uma subida do preço do barril, a OPEP teria decidido hoje prosseguir a sua estratégia de preços baixos. Desde as 13h (hora de Portugal) que o preço do barril de petróleo de Brent tem estado em queda. Depois de ter chegado a cotar 44,8 dólares pelas 13h, caiu abruptamente, estando a negociar, agora, abaixo de 43 dólares.

A atual cimeira da OPEP é a segunda do ano e a 168ª desde a fundação em 1960. Atualmente conta com 12 membros e a Indonésia, apesar de ser atulamente um importador líquido, pediu a sua reentrada. Angola é, desde 2007, membro do cartel. Foi fundada por cinco paises, a Arábia Saudita (que continua a ter uma influência dominante), Irão, Iraque, Kuwait e Venezuela.