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Madeira. BE quer explicações do Governo regional sobre a Eloaliança

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O Bloco de Esquerda quer ouvir o secretário das Finanças e o presidente da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira, a entidade que gere o Centro Internacional de Negócios, sobre a atividade da empresa registada na Zona Franca, com mais lucros do que vendas e um corpo laboral fantasma

Marta Caires

Jornalista

O Bloco de Esquerda não vai deixar cair no esquecimento o caso da empresa Eloaliança, denunciado na última edição impressa do Expresso.

O pedido de audição parlamentar entregue na Comissão Especializada de Finanças da Assembleia Legislativa da Madeira ainda não foi agendado, mas deverá ser aprovado para janeiro. Roberto Almada, o líder regional do BE, fez questão de trazer o assunto ao debate sobre trabalho, que teve lugar esta semana no Parlamento regional e deverá voltar a fazer mesmo na discussão do Orçamento da Região.

A Eloaliança é uma empresa detida pelo conglomerado brasileiro ARG; ligado ao escãndalo do Mensalão. Em 2014 foi a segunda empresa portuguesa com mais lucros, a seguir à EDP. Tem mais lucros do que receitas, conta com benefícios fiscais por estar na Zona França e anuncia 107 empregados que, todavia, não se encontram na Madeira.

O pedido de audição do BE entrou esta semana e não houve tempo ainda para o agendar. Mas a audição deverá ficar para depois do debate do Orçamento da Região, que começa a 14 de dezembro. O BE quer ouvir as explicações do secretário das Finanças, Rui Gonçalves, e o presidente da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira, a entidade que gere o Centro Internacional de Negócios, Francisco Costa.

Mesmo que seja adiado para janeiro, tudo indica que a audição parlamentar será aprovada. O estilo do PSD de Miguel Albuquerque é o de uma maior aproximação à Assembleia e disponibilidade para responder às dúvidas dos deputados. A audição, se for aprovada, deverá ser pública e aberta à comunicação social.