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TAP ainda não tomou decisão sobre suspensão de voos de longo curso no Porto

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Airbus

A informação, avançada ao Expresso por fonte oficial da companhia aérea, surge em resposta às declarações do presidente da Câmara do Porto. Rui Moreira classifica uma eventual suspensão dos voos de longo curso - de e para o aeroporto Francisco Sá Carneiro - como “uma ameaça séria à região”

Ainda não há uma decisão oficial tomada sobre a possível suspensão dos voos de longo curso que chegam e partem do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto. Quem o garante ao Expresso é uma fonte oficial da TAP, cujo capital se encontra entregue maioritariamente ao consórcio Gateway.

A mesma fonte acrescenta ainda que embora estejam a ser estudadas “várias soluções para que a TAP volte ao verde”, isto é, aos resultados positivos, por agora “nada está decidido”.

A informação confirmada ao Expresso responde às declarações do presidente da Câmara do Porto, que afirmou que a TAP teria intenção de suspender os voos de longo curso de e para o aeroporto portuense. “Por aquilo que sei, os acionistas da TAP querem que os voos de longo curso deixem de vir ao aeroporto Francisco Sá Carneiro. Ou seja, nós para apanharmos voos de longo curso da TAP teremos que ir a Lisboa com a velhinha frota Embraer da Portugália”, disse, em declarações à Rádio Renascença.

O autarca, que classificou a eventual decisão como “uma ameaça para a região”, acrescentou: “É uma pena, mas aconteceu nesta privatização, mais uma vez, o costume, que também já aconteceu o mesmo na privatização dos aeroportos: o Porto é sempre ignorado.”

Moreira fez ainda questão de deixar um aviso à TAP: “Deixo aqui um sério aviso: é que a população do norte de Portugal não vai esquecer isto e, provavelmente, vai escolher outro aeroporto. Madrid está à mesma distância de Lisboa. Em tempo aéreo, é praticamente o mesmo”.

O Governo anterior aprovou a minuta final do acordo relativo à privatização da TAP no dia 12 de novembro, entregando 61% do capital da transportadora aérea ao consócio Gateway (do americano David Neeleman e Humberto Pedrosa). No entanto, no programa do atual Executivo está expressa a intenção de manter “a titularidade sobre a maioria do capital social da TAP”, ou seja, uma tentativa de reversão do processo.