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Suspeita de votos falsos nas eleições para associação mutualista leva PSP a sede do Montepio

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Luís Barra

Representantes de listas candidatas às eleições da associação mutualista Montepio, chamaram a PSP por terem aparecido hoje envelopes de votos que levantaram suspeitas

Representantes das listas D e E as eleições da Associação Mutualista Geral chamaram a PSP por terem detetado a entrega de cerca de 300 envelopes na sede do Montepio escritos com o mesmo tipo de letra e a mesma caneta. Suspeita de irregularidades na votação levaram a que as duas listas chamassem as autoridades policiais.

A Comissão Eleitoral que esta quarta-feira estava constituída por cinco prepresentantes das listas candidatas receberam 300 envelopes, os chamados kits de substituição (que são entregues aos balcões do Montepio para associados que não recebam os boletins de voto nas suas moradas) levantaram dúvidas quanto a estes já que os mesmos estavam escritos com a mesma caneta e com uma letra idêntica. A lista D liderava por António Godinho e da qual faz parte João Proença e a lista E , liderado por Luís Alberto de Sá , chamaram a PSP, foram identificados mas os votos acabaram por não ser apreendidos como chegou a ser dito.

Entretanto foi convocada uma reunião da comissão eleitoral , presidida pelo padre Vítor Melícias, e ficou decidido que os votos seriam contados e clicados num ficheiro à parte que poderá ser depois alvo de peritagem e escrutínio, caso uma das cinco listas considere necessário fazer, referiu ao Expresso uma fonte ligada ao processo eleitoral.

A chamada da PSP à sede do Montepio resultou do facto de os representantes das listas que estavam a validar os votos de substituição “se terem separado com envelopes escritos com a mesma letra e a mesma caneta”, disse ao Expresso fonte de uma das listas concorrentes que chamou a PSP.

A lista A , liderado por Tomás Correia, que até setembro acumulava a presidência da associação e do banco Montepio, convocou a Comissão Eleitoral no sentido desta deliberar sobre a aceitação da contagem dos cerca de 300 votos. Uma posição que foi aceite por unanimidade ao que apurou o Expresso.

As eleições aos órgãos sociais da associação para o triênio 2016/2018 levaram a votar 57,800 associados , menos 27 mil do que nas eleições anteriores, entre os cerca de 600 mil existentes.