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Melo Pires sai da Autoeuropa para liderar as fábricas da Volkswagen no Brasil e na Argentina

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Em janeiro de 2016 o gestor português passa a liderar as grandes unidades de produção que o Grupo Volkswagen tem na América do Sul, o que é explicado pelos alemães como um prémio por ter transformado a Atureuropa na melhor fábrica europeia do grupo em 2015

O responsável pela gestão executiva da fábrica da Autoeuropa em Palmela, António de Melo Pires, foi nomeado pelo Grupo Volkswagen vice-presidente de produção da região América do Sul, o que significa que fica responsável pelas fábricas que o grupo alemão tem no Brasil e na Argentina, onde tem uma presença histórica muito forte - construída pelo "Fusca" (designação que o Volkswagen "carocha" tem no Brasil) e pelo "Pão-de-Forma" Kombi.

Segundo informação da Volkswagen Autoeuropa, "a partir de janeiro de 2016, Melo Pires será o novo vice-presidente de produção da região da América do Sul".

Na comunicação formal da nomeação de Melo Pires para o novo cargo, "esta promoção vem no seguimento dos bons resultados alcançados à frente da Volkswagen Autoeuropa". Melo Pires foi o primeiro gestor português a liderar a produção da Autoeropa e assumiu estas funções em setembro de 2010.

Foi sob a gestão de Melo Pires que, em 2014, o Grupo Volkswagen anunciou um investimento de 677 milhões de euros para aumentar a capacidade instalada da fábrica de Palmela, de forma a poder iniciar a produção de novos modelos produzidos com uma nova plataforma multimodelar partilhada na produção de diversos novos veículos.

Apesar do investimento em Portugal ter sido questionado recentemente - enquanto o novo presidente do Grupo Volkswagen, Matthias Müller, avaliava o efeito que o escândalo do "dieselgate" poderia produzir em todas as marcas do grupo alemão -, o processo de modernização da Volkswagen Autoeuropa acabou por ser formalmente confirmado ao Governo português.

A nomeação de Melo Pires para a liderança das fábricas da América Latina está diretamente relacionada com o facto de, já em 2015, a Volkswagen Autoeuropa ter sifo eleita como "a melhor fábrica da marca Volkswagen no âmbito do programa mach18.FACTORY, que visa a melhoria das unidades de produção da marca nas áreas de eficiência, espírito de equipa, competência, qualidade, inovação e lançamento de produtos", refere o comunicado do grupo alemão.

Ainda não foi divulgado o nome do sucessor de António de Melo Pires na Volkswagen Autoeuropa, mas "o Grupo Volkswagen conta fazer essa nomeação no espaço de tempo mais breve", esclarece o grupo alemão.

Até à data, a Autoeuropa continua a ser um dos maiores investimentos estrangeiros no país. No fim de 2014 a fábrica de Palmela empregava 3572 trabalhadores, tendo construído no ano passado 102.250 veículos. Depois de terem descontinuado a produção do destapotável Eos, a fábrica de Palmela, ainda mantém a produção dos monovolumes Sharan e Alhambra e o desportivo Scirocco.

Têm surgido dúvidas sobre o arranque dos novos modelos previstos para a Autoeuropa - que nunca chegaram a ser formalmente anunciados pelo Grupo Volkswagen - atendendo a que a atual situação do grupo alemão sofreu um forte revés nas vendas no mercado norte-americano e perdeu quota de mercado em países europeus. O Expresso confrontou a Autoeuropa com a possibilidade de serem descontinuadas as produções dos monovolumes Sharan e Alhambra - que se mantêm há muitos anos - e do desportivo Scirocco.

No entanto, a posição formal da Autoeuropa foi sempre lacónica: "a Volkswagen não comenta especulações". Já depois disso, revistas especializadas trataram do mesmo assunto, partindo de informações semelhantes - uma revista chegou mesmo a dizer que a Autoeuropa ia descontinuar a produção do monovolume, que corresponde à produção mais significativa da fábrica de Palmela.

No último Acordo de Empresa foi explicitamente afirmado que até setembro de 2016 a Autoeuropa não seria confrontada com despedimentos.