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Juros da dívida portuguesa continuam a descer

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Os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos abriram esta quarta-feira a cair para 2,26%, mantendo a trajetória de descida para mínimos de sete meses em dia de início do debate do programa do novo governo

Jorge Nascimento Rodrigues

As yields das Obrigações do Tesouro a 10 anos no mercado secundário abriram esta quarta-feira a descer para 2,26%. A trajetória é de descida para mínimos desde maio. No prazo a 5 anos, abriram a cair para um nível abaixo de 1%, o que se registou, episodicamente a 27 de novembro. Trata-se, também, de uma trajetória para mínimos nos últimos sete meses.

Hoje inicia-se, pelas 15 horas, na Assembleia da República, o debate do programa do novo governo chefiado por António Costa que enfrentará uma moção de rejeição da oposição PSD e CDS.

Recorde-se que as yields das OT a 10 anos desceram para um mínimo histórico de 1,5% a 13 de março, pouco depois do início do programa de compra de dívida pública pelo Banco Central Europeu (BCE), e registaram um máximo do ano, até à data, de 3,3% a 15 de junho, no auge do contágio da crise grega do verão, antes do acordo para um terceiro resgate a Atenas. Antes das eleições legislativas portuguesas de 4 de outubro, as yields situavam-se em 2,34%, e a 9 de novembro (na véspera da aprovação da moção de rejeição do governo da coligação PSD/CDS) subiram para 2,85%.

No resto da zona euro, as trajetórias no prazo de referência, a 10 anos, na dívida dos outros periféricos, ainda não estão claras, com as yields das obrigações espanholas a descer ligeiramente, as relativas às obrigações italianas e gregas sem alteração e as relativas às obrigações irlandesas a subir ligeiramente.

O mercado da dívida da zona euro está a pouco mais de 24 horas de conhecer as decisões da reunião do BCE depois de Mario Draghi, o seu presidente, ter afirmado que o banco fará tudo o que for necessário para fazer subir a inflação na zona euro, que se estima que fique em 0,1% em 2015.

  • Os juros das Obrigações do Tesouro português a 10 anos desceram esta terça-feira para 2,28%, um mínimo que já não se verificava há quase sete meses. A maior queda da sessão de hoje nos juros naquele prazo de referência registou-se com as obrigações espanholas