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Bolsas. Europa abre em terreno positivo depois de Ásia fechar mista

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As principais bolsas europeias abriram esta quarta-feira com ganhos lideradas por Madrid, Milão e Zurique. PSI 20 abre a subir 0,24%. Na Ásia, Seul lidera quedas e Xangai lidera subidas

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas europeias abriram a sessão de quarta-feira registando ganhos. As praças de Madrid, Milão e Zurique lideravam as subidas, com o índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, a abrir com ganhos de 0,24%. O índice Eurostoxx 50, das cinquenta principais cotadas da zona euro, abriu, também, em terreno positivo. Os futuros em Wall Street estão, também, em terreno positivo. O preço do barril de Brent, pelas 8h (de Portugal) estava a subir, ligeiramente, cotando em 44,30 dólares. O índice Bloomberg para as matérias-primas fechou a sessão da Ásia a cair ligeuiramente.

A Europa aguarda esta manhã a divulgação pelo Eurostat da estimativa de inflação na zona euro para novembro. As previsões dos analistas apontam para uma subida da inflação para 0,2% no conjunto das economias da moeda única. Em setembro, a inflação na zona euro situou-se em terreno negativo (-0,1%), mas, em outubro, subiu para 0,1%. Mesmo que se confirme um processo de reflação, de subida do índice de variação de preços no consumidor na zona euro, os analistas não esperam que o Banco Central Europeu abandone, na quinta-feira, a opção por um pacote de estímulos monetários adicionais com vista a garantir que a inflação continuará a subir.

Na Ásia Pacífico, a sessão desta quarta-feira fechou “mista”, tanto globalmente como em bolsas importantes, como as de Tóquio e as chinesas. O índice KOSPI de Seul liderou as quedas, fechando com perdas de 0,72%. Fecharam, também, em terreno negativo, Sidney, onde o índice ASX 200 perdeu 0,15% e Taipé, com o índice geral a cair 0,07%.

Em Tóquio, o índice Nikkei 225 fechou a perder 0,37% e o índice TOPIX conseguiu encerrar a sessão acima da linha de água, com ganhos de 0,02%. Nas bolsas chinesas, o fecho foi, também, “misto”. O índice composto de Xangai ganhou 2,33%, mas o índice composto de Shenzhen fechou a perder 0,41%. O índice CSI 300, das trezentas principais cotadas nas duas bolsas, ganhou 3,63%, e o A50 subiu 5,05%. A Bloomberg referiu que se especula que o Banco Popular da China, o banco central, poderá voltar a cortar na taxa diretora de juros, que desceu para 4,35% a 23 de outubro passado, um rumor que teve hoje impacto positivo na valorização sobretudo das cotadas da área financeira. A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng a subir 0,49%.

Bolsas entram em dezembro com ganhos

No balanço da primeira sessão de dezembro, as bolsas mundiais fecharam a ganhar 0,97%, segundo o índice MSCI, impulsionadas pelos ganhos de 1,82% na região da Ásia Pacífico e de 1,37% nas economias emergentes.

As bolsas de 15 países da Europa cobertos pelo índice MSCI para a região ficaram ligeiramente acima de água, ganhando 0,09% e o índice global para os Estados Unidos registou uma subida de 1,05%.

No primeiro dia de dezembro, na Europa, entre as grandes praças financeiras, só Londres e Zurique fecharam em terreno positivo. Madrid fechou ligeiramente abaixo da linha de água (o índice Ibex 35 perdeu 0,07%), mas as bolsas de Amesterdão, Frankfurt, Milão e Paris encerraram com perdas, com o índice Dax alemão a liderar as quedas, caindo 1,06%. O PSI 20, da Bolsa de Lisboa, encerrou com perdas ligeiras de 0,01%.

No primeiro de dezembro, o euro valorizou 0,59% em relação ao dólar, depois de quatro sessões consecutivas a cair no final de novembro. O preço do barril de Brent fechou na segunda-feira em 44,29%, registando uma queda de 0,72% em relação a 30 de novembro. No conjunto das matérias-primas, os índices registaram subidas na primeira sessão do mês: 0,83% no índice da Bloomberg; 1,02% no índice CRB da Reuters; e 0,46% no S&P GSCI.

  • As bolsas dos mercados emergentes e de fronteira afundaram mais de 4%. Na Ásia Pacífico e na Europa a quebra mensal foi quase 2%. Só as bolsas norte-americanas fecharam ligeiramente acima da linha de água. Mês fica marcado pelo crash nas bolsas chinesas a 27 de novembro e uma desvalorização do euro de quase 4%