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Banif despede e vende ativos tóxicos

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Tiago Miranda

Objetivo é chegar a acordo com novo acionista até ao final do ano, antes da entrada em vigor das novas regras europeias de resolução bancária

A administração do Banif quer fechar acordo com um novo acionista até ao final de dezembro, tal como pretende o novo Governo, e para isso está a acelerar o processo de rescisões de contrato e de venda de carteiras de crédito problemáticas, bem como de ativos imobiliários, noticia o "Diário Económico" desta quarta-feira.

Este esforço tem como objetivo facilitar o processo de venda do próprio Banif, cujos potenciais compradores da posição do Estado, segundo o "DE", são a gestora de fundos americana Apollo Global Management, três fundos espanhóis e outras entidades estrangeiras.

Há dúvidas sobre se é possível avançar com estas operações até ao final do ano, tendo em conta que o Governo pretende ter uma solução para o Banif definida até ao Natal, antes da entrada em vigor das novas regras europeias de resolução bancária, a 1 de janeiro.

O novo ministro das Finanças, Mário Centeno, pretende assim ter o controlo do processo, antes da entrada em vigor das regras do ‘bail in’. A Direção-Geral da Concorrência da União Europeia (DG-Comp) deverá anunciar em meados de Dezembro a decisão relativa à sua investigação aprofundada à ajuda de Estado concedida ao Banif. O Governo quer ter uma solução a postos para a eventualidade de a DG-Comp considerar que o plano de reestruturação não é viável.

Em simultâneo, o banco deu início na semana passada a um novo processo de rescisões por mútuo acordo e de encerramento de balcões, fundamentado nas necessidades do mercado e nas exigências da União Europeia. O documento entregue aos sindicatos não quantifica o corte de funcionários e de balcões, mas propõem condições semelhantes às que foram oferecidas aos funcionários em idêntico programa de rescisões voluntárias e reformas, aberto em 2014, e que envolveu mais de 300 trabalhadores.